sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

INTELIGENCIA ESPIRITUAL - A FORÇA DA VIDA



A espiritualidade tem sido, nos últimos anos, uma área muito estudada por diversos segmentos profissionais, e, apesar do desafio em comprovar seus efeitos ‘’cientificamente’’ falando, ela continua atraindo a atenção de pesquisadores. Há algum tempo atrás, após a grande repercussão dos estudos sobre a inteligência emocional, surgiu também a descoberta a respeito da inteligência espiritual, que pode ou não ter algum vínculo com a religiosidade, mas mais do que isso, é uma conexão do homem com algo maior, que o mobiliza e o ajuda a enfrentar as mazelas da vida.
O espírito ou alma humana é definido como aquilo que dá vida ao organismo, que nos leva à necessidade de fazer perguntas ligadas ao valor e aos porquês da vida e de nossas ações. A inteligência espiritual cria a capacidade de escolhas, conforme aquilo que é mais forte e importante na vida de cada um, assim como um senso moral ligado ao que é certo ou errado, ao bem ou o mal. Nos conecta à imaginação, à criatividade, e às mais diversas possibilidades que o ser humano possa ter de sonhar, de criar algo novo, de superar dificuldades em busca de algo relevante para si ou para a sociedade.

Na década de 90, cientistas descobriram o ponto “Deus” no cérebro, que, segundo eles, seria uma região que unifica e confere sentido às nossas experiências, e por isso a inteligência espiritual está ligada a capacidade de solucionar problemas de sentido e valor, à capacidade do ser humano de viver e agir dentro de um contexto mais amplo, com significados, ao invés de levar somente uma vida rasa, onde não existe uma linha de continuidade para aquilo que se faz. As características da inteligência espiritual são um grau elevado de autopercepção, habilidade para enfrentar e transcender a dor e enfrentar o sofrimento, adaptabilidade, inspiração por visões de longo prazo e valores relevantes, autenticidade, facilidade de fazer conexões do conhecimento, e uma grande tendência de questionar e entender os ‘’porquês’’ das coisas.


Enquanto a inteligência emocional nos dá a percepção de nossos sentimentos e dos sentimentos dos outros, na inteligência espiritual, a percepção é sobre nós e nosso agir no mundo. Na inteligência emocional existe o objetivo de ampliar a percepção do indivíduo sobre a situação em que ele se encontre, afim de que ele se comporte apropriadamente e se adapte àquela situação, da melhor maneira possível, usando sobretudo a autoconsciência e o autocontrole. Na inteligência espiritual, a questão é como conduzir determinada situação, e perguntar se queremos mesmo estar ali e o quanto é importante suportar aquilo, ou tentar mudar o que acontece. A inteligência espiritual é, de forma simples e objetiva, a inteligência da alma, aquela na qual não apenas reconhecemos valores que são bons, como também descobrimos nossos próprios valores. É ela que nos dá a consciência sobre nossa existência no mundo, nossa intuição, nossa capacidade de refletir sobre os problemas da vida e da morte e sobre o sofrimento humano.

Sálua Omais é psicóloga e professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), tendo sido a 1º profissional a implantar, no estado de Mato Grosso do Sul, a disciplina de Felicidade & Inteligência Emocional como parte da grade acadêmicaPossui Mestrado em Psicologia da Saúde e Saúde Mental, Master Coach e Master Trainer em Psicologia Positiva pela European Positive Psychology Academy, Educadora Certificada pela Positive Discipline Association (USA), Trainer em Neurossemântica e Programação Neurolinguística pela International Society of Neurossemantics (USA). É autora dos livros "Jogos de Azar" (Ed. Juruá/2008) e "Manual de Psicologia Positiva" (Ed. Qualitymark/2018). 


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sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

COMPRAS DE FIM DE ANO: COMO CONTROLAR OS EXCESSOS?


O que caracteriza o consumidor de final de ano? Como ele se comporta e por que o desejo de comprar é maior nesse período? No mundo virtual, estudos revelam que, durante essa temporada, um consumidor típico compra em média, 3 itens em uma única visita a um site, enquanto que em qualquer outra época do ano, compra 1 item. Existem estatísticas que refletem as características do que podemos chamar de consumidor típico de "final de ano". Ele é geralmente mais impulsivo como comprador do que em outras épocas do ano e usa o julgamento emocional em vez do julgamento lógico às suas decisões de compra. Muitas vezes não compara os preços tanto quanto o normal, não lê atentamente informações ou especificações de determinados produtos, e busca coisas com melhor qualidade ou de maior valor agregado.

Claro que existe toda uma psicologia por trás desse impulso. Propagandas comerciais, ofertas, festas, eventos especiais, confraternizações, expectativas do dinheiro extra vindo do décimo terceiro, o simbolismo ligado a atos de generosidade, gratidão e reciprocidade assim como o clima de afetividade e calor humano que parece estar mais à tona nesse período, a necessidade de auto gratificação pelos esforços e conquistas obtidas ao longo do ano, e claro, a grande variedade e abundância de produtos que o comércio em geral oferece nessa época. Sim, são muitas tentações. Alguns gastam para presentear os outros, mas também acabam presenteando a si mesmo. Não há problema nenhum nisso. No entanto, às vezes existe um excesso.
Sempre que estivermos diante de situações onde existe um grande número de estímulos prazerosos, tendemos a repetir ainda mais aquele comportamento, para obter aquela sensação de alegria, de conforto, de alívio, de satisfação. O ser humano ama a novidade, aquilo que é inédito. A expectativa de experimentar algo pela primeira vez é sempre mais interessante. Sons, imagens, cheiros e outros recursos ligados à imaginação despertada pelos produtos comerciais influenciam diretamente o processo de tomada de decisão cognitiva, levando a compras impulsivas e baseadas mais na emoção do que na razão. Outra coisa que se faz muito, é criar justificativas para cada “comprinha” realizada, uma forma de driblar o senso de culpa que o cérebro nos dá de presente tentando nos informar que aquilo não é uma necessidade real.

Vendas de final de ano, grandes campanhas e a agitação da mídia acabam criando um "efeito manada" que captura e carrega o consumidor junto com todos os outros. Somos seres sociais, e tendemos a ‘’copiar’’, mesmo que inconscientemente, o comportamento dos outros. Esse é fenômeno cognitivo que atua em dois níveis: primeiro, por meio de uma necessidade fisiológica básica de pertencer ao grupo, e, segundo, nos permite aprender com a experiência dos outros - se todo mundo está em um frenesi de compras, eles devem ter uma boa razão para isso! O "efeito rebanho" gera a sensação de que as compras de fim de ano devem ser algo inteligente, racional e de senso comum. A urgência e a correria também acabam substituindo a tendência natural de adiar a tomada de decisão. É possível perceber a influência emocional no momento da compra quando percebemos o que determinado produto nos faz sentir, ao invés do custo-benefício calculado de forma lógica. E é por essa razão que, dias ou semanas após a compra, nem achamos mais aquele produto tão especial assim.
Compras de fim de ano são vistas como uma cerimônia em que todos os anos as pessoas se preparam, reservando seu tempo e discutindo com amigos, colegas e familiares, e por ser uma experiência coletiva, é muito difícil não entrar na onda, ou conseguir fazer isso com moderação. 

Sálua Omais é psicóloga e professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), tendo sido a 1º profissional a implantar, no estado de Mato Grosso do Sul, a disciplina de Felicidade & Inteligência Emocional como parte da grade acadêmicaPossui Mestrado em Psicologia da Saúde e Saúde Mental, Master Coach e Master Trainer em Psicologia Positiva pela European Positive Psychology Academy, Educadora Certificada pela Positive Discipline Association (USA), Trainer em Neurossemântica e Programação Neurolinguística pela International Society of Neurossemantics (USA). É autora dos livros "Jogos de Azar" (Ed. Juruá/2008) e "Manual de Psicologia Positiva" (Ed. Qualitymark/2018). 


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sexta-feira, 22 de novembro de 2019

RESPEITO: COM O QUE E PARA QUEM?


No mundo moderno, status é sinônimo de ter uma grande reserva de dinheiro e outros bens quantificáveis. Pessoas ricas, como empresários e celebridades, são amplamente admiradas, mesmo que o resultado dessa riqueza envolva a exploração dos fracos pelos fortes, ou de condutas imorais. Respeito por líderes políticos e religiosos também é muito comum. Alguns tem o seu merecimento, enquanto que outros se tornam meramente figuras carismáticas cheias de falhas pessoais. E por que se respeita tanto o status e o poder, e não se faz o mesmo com comportamentos nobres como a coragem, a generosidade, o comprometimento, a persistência, a integridade, a responsabilidade, a simpatia, e tantas outras atitudes que faz das pessoas mais humanas.


Aquilo que é valorizado, tende a se repetir, gera o desejo de ser alcançado. Se o que se valoriza no mundo é status, poder, dinheiro, esse será o foco, não importa o que seja preciso para alcançar e chegar lá. É aí que o ser humano se dissocia de sua essência, sua autenticidade, e, sobretudo de seus valores. Vale tudo. O importante é chegar lá. O resto a gente conserta depois. E esse ‘’depois’’ nunca chega. E por que, ao invés disso não respeitamos aqueles que nos ajudam e nos servem, que prestam serviços que melhoram a nossa vida, começando por aqueles que estão no final da escada social ao invés dos que estão no topo da árvore? Será um medo de gerar uma inversão de valores? Respeito exige prática, e isso começa dentro de casa. Respeito alheio também tem a ver com respeito por si próprio. Como dar aquilo que não temos nem para nós mesmos? Alguns se sentem subestimados por colegas, amigos e familiares, sem saber quem merece respeito ou por quê, já que aqueles que estão mais próximos, muitas vezes são os que menos nos respeitam, enquanto que aqueles que nem nos conhece tão bem, demonstram atitudes mais respeitosas. Respeito é autocontrole. É saber deixar o orgulho próprio e vaidades pessoais um pouco de lado, para honrar alguém que merece ser honrado. Respeito também é sabedoria e autocontrole, no sentido de não deixar que suposições ou pré-julgamentos sejam mais fortes do que a verdade real sobre algo ou alguém. Respeitar é tratar da mesma forma que gostaríamos de ser tratados, é buscar o conhecimento antes de julgar e acusar.

O respeito honra a singularidade de cada pessoa, sua forma única de ser, mesmo que diferente do comum. Respeitar exige que as pessoas ajam com responsabilidade, e assumam essa responsabilidade para si, e não somente esperem que ela venha do outro. Agir com respeito em muitos momentos exige que se reduza o fogo do ressentimento, e se mantenha no seu ‘’eu’’ mais elevado. É uma atitude de nobreza, porque sabemos que muitas vezes, não é uma via de mão dupla, e nem sempre tem a sua devida reciprocidade. Respeitar é valorizar aquilo que consideramos importante, básico, essencial para a convivência. Honestidade, bondade, respeito são os caminhos para o sagrado. Respeitar também envolve o ato de nutrir, incentivar, cooperar, encorajar e principalmente, reconhecer o outro. O respeito é a base de uma boa sociedade. Do respeito flui consideração, e da consideração flui a justiça, fundamento básico de uma boa sociedade.

Sálua Omais é psicóloga e professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), tendo sido a 1º profissional a implantar, no estado de Mato Grosso do Sul, a disciplina de Felicidade & Inteligência Emocional como parte da grade acadêmicaPossui Mestrado em Psicologia da Saúde e Saúde Mental, Master Coach e Master Trainer em Psicologia Positiva pela European Positive Psychology Academy, Educadora Certificada pela Positive Discipline Association (USA), Trainer em Neurossemântica e Programação Neurolinguística pela International Society of Neurossemantics (USA). É autora dos livros "Jogos de Azar" (Ed. Juruá/2008) e "Manual de Psicologia Positiva" (Ed. Qualitymark/2018). 


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sexta-feira, 11 de outubro de 2019

SOLTEIRICE...E QUEM DISSE QUE ISSO É RUIM?


A capacidade de estar sozinho, sem se sentir sozinho, é uma habilidade, e pode ser um dos maiores aprendizados de uma pessoa. Estimula a independência para construir a vida que se deseja, e cria a vantagem de ser ter um tempo a mais para cuidar de si, da saúde, do corpo, e da vida em geral. Ser solteiro pode ajudar uma pessoa a valorizar e retribuir, mostrando que se importa com aqueles em sua rede. Já que o foco não está em um companheiro, passa-se a focar em outras pessoas ao redor como amigos e familiares, trabalho, projetos voluntários ou em outras atividades significativas.


A maioria das pessoas, quando olham ou pensam em pessoas solitárias, tiram conclusões que nem sempre são verídicas, achando que são pessoas infelizes pelo fato de serem só, ou simplesmente “diferentes” do comum. E qual o problema de ser diferente do tradicional? Será que é possível garantir a felicidade humana por meio do ‘’outro’’? Ou será que é mais fácil manter uma relação saudável, quando cada parceiro consegue criar estratégias para ser feliz com si próprio, e com isso, ter algo a mais para compartilhar com quem está ao redor, ao invés de esperar que somente o outro preencha esse vazio? É claro que ninguém pode ser autossuficiente. Como seres humanos, somos uma espécie social que depende de outras pessoas para a própria sobrevivência. Essa necessidade não diminuiu significativamente para a maioria de nós, o que faz com que até mesmo aqueles que preferem ficar sozinhos reconheçam a importância de não perder de vista as interações sociais no dia-a-dia, as quais nos possibilitam trocas de ideias, sentimentos, empatia, compreensão e apoio.

Estar ficar só pode ser um importante estágio de desenvolvimento do ser humano. São momentos onde se poder ter um tempo melhor para processar sentimentos, organizar pensamentos, metabolizar certos acontecimentos, estar em conato com si próprio, e, por meio da introspecção e olhar mais a fundo para nosso mundo interno. A solidão é uma oportunidade de autoreflexão e o ponto de partida para a tomada de decisão. Para muitos, estar só, também ajuda a aliviar as pressões sociais, e isso em certas situações pode ser uma paz, um alívio, que acaba ajudando a resgatar a energia perdida. Períodos de solidão, quando são bem utilizados, podem promover independência, autonomia e autoconfiança, gerar momentos de criatividade, de crescimento espiritual. A “tranquilidade” proporcionada pela solidão pode favorecer a construção de comportamentos e relacionamentos de melhor qualidade. Relacionamentos são importantíssimos para o ser humano, porém, ao estar livre de interações sociais e suas restrições, o indivíduo pode estar mais atento e focado, com mais tempo para explorar objetivos futuros, sem interferências ou distrações.


Estar só, pode ser uma oportunidade para se aprender a valorizar a liberdade e tornar-se mais responsável pelas próprias escolhas, ações e objetivos, desenvolvendo a força interior. Muitos abrem mão de suas preferências, e caem na armadilha de ouvir o que a sociedade ou outros acham ser o melhor, fazendo escolhas forçadas por uma companhia qualquer, apenas pela pressão social de estar em um relacionamento. Ser diferente da maioria é um desafio, mas é importante lembrar que períodos de solidão podem não só ser intrapessoalmente saudáveis, mas também úteis para melhorar a qualidade de relacionamentos futuros. 

Sálua Omais é psicóloga e professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), tendo sido a 1º profissional a implantar, no estado de Mato Grosso do Sul, a disciplina de Felicidade & Inteligência Emocional como parte da grade acadêmicaPossui Mestrado em Psicologia da Saúde e Saúde Mental, Master Coach e Master Trainer em Psicologia Positiva pela European Positive Psychology Academy, Educadora Certificada pela Positive Discipline Association (USA), Trainer em Neurossemântica e Programação Neurolinguística pela International Society of Neurossemantics (USA). É autora dos livros "Jogos de Azar" (Ed. Juruá/2008) e "Manual de Psicologia Positiva" (Ed. Qualitymark/2018). 


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sexta-feira, 27 de setembro de 2019

BURNOUT – QUANDO ALGO NÃO ESTÁ BEM


Sentir que todos os dias são iguais e ruins, chatos, sem perspectivas. A sensação constante de tédio, de estar vivendo uma vida sem cor, sem sabor, ou de que tudo é sem graça. Muitos passam ou já passaram por isso. O Burnout, um distúrbio caracterizado pelo esgotamento físico e mental, acomete pessoas das mais diversas áreas profissionais, sendo os mais comuns, profissionais da área da saúde e da educação. As pessoas que sofrem burnout geralmente se sentem constantemente preocupadas, desmotivadas, e não veem nenhuma esperança de mudança positiva dentro do contexto em que estão inseridas. Um dos principais sintomas emocionais é o tédio. Aquilo que se gostava antes, já não parece ser mais divertido nem desafiador. Confusão mental e lapsos de memória também podem ser frequentes. 

A mente começa a vagar enquanto os outros estão tentando estabelecer uma conversa. A pessoa não consegue ter um raciocínio rápido e acompanhar conversas rápidas e dinâmicas. A facilidade de se dispersar é maior, e por isso, a dificuldade em aprender algo novo acaba sendo mais difícil do que o habitual. Impaciência e irritabilidade, sensação de incapacidade, assim como choro fácil, tornando a pessoa mais sensível, o que faz com que até mesmo pequenas coisas se tornem relevantes. Isolamento, frieza emocional e distanciamento social mostram que a pessoa já não tem interesse e se sente entediada em estar com os outros. Desmotivação e procrastinação, não começar ou não terminar projetos, alimentam ainda mais esse ciclo de frustração e impotência.  O profissional se sente como se estivesse indo arrastado para ir ao trabalho, e precisa empregar uma força maior do que o normal para conseguir sair da cama e ir trabalhar.

O esgotamento também pode acontecer como resultado de relacionamentos difíceis ou situações pessoais. Cuidar de um parente idoso ou doente, passar por uma separação ou divórcio ou simplesmente ter de lidar com uma pessoa tóxica, no trabalho ou na vida pessoal, aos poucos, se torna altamente desgastante. Qualquer coisa que ultrapasse os limites de uma pessoa de maneira consistente e de maneira frequente e rotineira pode colocá-la sob o risco de esgotamento. A tensão se torna não apenas emocional, mas física também. Fadiga, insônia, problemas no sono, dores de cabeça, enxaquecas, problemas digestivos, diminuição do apetite, náuseas, dor nas costas ou nas articulações, imunidade reduzida e doenças ou dores frequentes no corpo podem ser sinais de que o corpo assim como a mente não está legal.


Felizmente, o esgotamento é algo que pode ser evitado e tratado. O primeiro passo é perceber que algo está errado e é preciso buscar ajuda profissional para isso. Fazer uma pausa também é fundamental para colocar a mente em ordem e refletir sobre o que precisa ser modificado. Inserir algo novo ou diferente dentro da rotina de vida, assim como usar esses momentos de introspecção para se repensar sobre áreas que talvez precisem ser modificadas e melhoradas, como carreira, relacionamentos, e também nas próprias atitudes, expectativas e perspectivas de vida, que de alguma forma, podem estar fora de sintonia com o mundo real. E claro, é preciso que empresas, organizações e locais de trabalho também façam a sua parte, promovam ações, gerem um ambiente de trabalho motivador e que respeite os limites de cada um. Afinal, pessoas não são máquinas de produção, mas simplesmente.....pessoas.

Sálua Omais é psicóloga e professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), tendo sido a 1º profissional a implantar, no estado de Mato Grosso do Sul, a disciplina de Felicidade & Inteligência Emocional como parte da grade acadêmicaPossui Mestrado em Psicologia da Saúde e Saúde Mental, Master Coach e Master Trainer em Psicologia Positiva pela European Positive Psychology Academy, Educadora Certificada pela Positive Discipline Association (USA), Trainer em Neurossemântica e Programação Neurolinguística pela International Society of Neurossemantics (USA). É autora dos livros "Jogos de Azar" (Ed. Juruá/2008) e "Manual de Psicologia Positiva" (Ed. Qualitymark/2018). 


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sexta-feira, 6 de setembro de 2019

INSÔNIA E PROBLEMAS COM O SONO



Dormir é tudo de bom. Isso para aqueles que tem a facilidade de cair no sono. Já para quem não consegue, dormir acaba sendo um ‘’luxo’’. Problemas com o sono acontecem de maneiras diversas. Alguns têm dificuldade em adormecer. Alguns têm problemas para se manter dormindo por longo tempo, sem acordar no meio da noite. E outros, se deixar, podem dormir o dia todo. Esses tipos de problemas de sono podem inibir o sono restaurador, algo fundamental para a saúde do cérebro.
Uma boa noite de sono restaura o sono do mesmo modo que se restaura uma rua esburacada. Para reparar os buracos de uma rua, a primeira coisa que se faz é interromper o tráfego ou permitir a passagem apenas de um trafego mínimo na via, para que o trabalho de reparo possa ser realizado de forma rápida e efetiva. O mesmo acontece com o cérebro. Assim como a rua, o cérebro pode ser reparado melhor quando o tráfego parar.

À medida que o dia passa, o corpo começa a dar sinais de que precisa de uma pausa, e aí começa a sensação de sonolência. E o que fazer para se ter uma noite de sono realmente restauradora? Dicas de praxe são relacionadas aos hábitos de higiene do sono, que basicamente são aqueles comportamentos que fazemos – ou não fazemos - próximos ao horário de ir para a cama. Exercício físico é ótimo para o corpo, porém quando realizado muito próximo do horário de dormir, também pode comprometer a qualidade do sono. Outro ponto importante é o ambiente e horário de descanso. Ir para a cama e acordar todos os dias à mesma hora ajuda a educar o corpo quanto ao momento de dormir. Uso excessivo de cafeína e álcool, bem como locais onde existem ruídos constantes, ou feixes de luz mesmo que mínimos, como a luz vermelha da Tv, do laptop, do celular ou do ar condicionado, também já são suficientes para se ter uma noite mal dormida. Temperatura ambiente, tanto o frio, como o calor excessivo, assim como a qualidade do travesseiro ou do colchão são decisivos para um descanso efetivo, tanto física, quanto mentalmente.
Comportamentos prévios ao horário de dormir também devem ser percebidos, como por exemplo, o uso do celular ou do computador durante a noite, bem como, a qualidade da alimentação, e fatores emocionais como stress, a ansiedade, preocupações e outros fatores que impedem um relaxamento tanto da mente como do corpo, prejudicam o sono. Problemas de sono podem causar problemas de memória, pensamento, humor, depressão, ansiedade, fadiga crônica e também problemas no metabolismo em geral.


Durante o sono, o cérebro é capaz de reparar e cultivar estruturas que se regeneram e fortalecem também o sistema imunológico. É a pausa necessária para que a mente se reorganize. Às vezes, na tentativa de aproveitarmos ao máximo o tempo à noite, muitos abrem mão do descanso para adiantar atividades de estudo ou de trabalho. Mas é preciso lembrar que aproveitar o tempo não é apenas usá-lo ao máximo, mas sim, usá-lo com inteligência e efetividade. Um cérebro descansado, é capaz de produzir mais, melhor e em menos tempo, e isso sim é ser produtivo. Dormir não é perder tempo, mas sim ganhar em tempo de qualidade, pensar com mais qualidade e produzir com mais qualidade. O sono restaurador é vital e assim como a nutrição ou a atividade física, é um fator determinante para a saúde física, assim como para um bom desempenho mental e emocional. 



Sálua Omais é psicóloga e professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), tendo sido a 1º profissional a implantar, no estado de Mato Grosso do Sul, a disciplina de Felicidade & Inteligência Emocional como parte da grade acadêmicaPossui Mestrado em Psicologia da Saúde e Saúde Mental, Master Coach e Master Trainer em Psicologia Positiva pela European Positive Psychology Academy, Educadora Certificada pela Positive Discipline Association (USA), Trainer em Neurossemântica e Programação Neurolinguística pela International Society of Neurossemantics (USA). É autora dos livros "Jogos de Azar" (Ed. Juruá/2008) e "Manual de Psicologia Positiva" (Ed. Qualitymark/2018). 


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sexta-feira, 30 de agosto de 2019

APRENDENDO A DIZER ‘’NÃO’’



Sim, é difícil dizer ‘’não’’. Recusar pedidos, favores ou solicitações de filhos, pais, amigos, chefes, vizinhos, colegas de trabalho, ou até mesmo estranhos, não é uma tarefa simples, pois gera sentimentos que nos fazem sentir que somos pessoas más, egoístas, insensíveis. Isso também leva o outro a criar interpretações negativas e pré-julgamentos muitas vezes injustos sobre nós, criados a partir de elementos mais emocionais do que racionais. Mas até que ponto isso também não é uma espécie de escravidão emocional, que nos leva a sempre ter que fazer algo para ‘’agradar’’ e não ‘’decepcionar’’ o outro? 
Ao aceitar tudo que nos solicitam, estamos investindo energia nas prioridades de outras pessoas, e deixando as nossas para trás. A vida exige que tenhamos um equilíbrio entre nós e os outros, para poder efetivamente dizer não com confiança, sem ficar com aquele sentimento de culpa ou arrependimento.
Receber uma resposta negativa não é, e nunca será fácil nem agradável para ninguém, porém, ser educado e gentil é a melhor forma de reduzir a intensidade do ressentimento. Quando recusamos algo, não estamos dizendo isso à pessoa mas sim, ao pedido que ela nos faz, e por isso, é imprescindível deixar claro, antes da recusa, o quanto respeitamos e reconhecemos a importância dela e do seu pedido, de forma sincera, afim de que o outro não se sinta rejeitado ou humilhado por não ter sido atendido.
Uma outra forma de também minimizar o desconforto ao recusar algum pedido, é explicar os motivos e razões, com detalhes. Infelizmente nem todos tem boas habilidades de comunicação, ou de expressão. Um ‘’não’’ seco, é o caminho certo para o rancor. Inventar desculpas nem sempre é a melhor solução, mesmo que pareça ser o caminho mais fácil. Ser honesto e franco, a princípio é o caminho mais incômodo, mas se for expresso de modo gentil, facilita a empatia e a compreensão da recusa.

Dizer ‘’não’’ exige um pouco de prática, e também de coragem, até se tornar um processo natural, ainda mais para quem costuma aceitar pedidos dos outros com frequência. Se alguém está acostumado a dizer sempre sim, será preciso coragem para dizer não, especialmente se for alguém que tem algum vínculo afetivo ou se a pessoa que pede não desiste facilmente. A generosidade é uma atitude muito louvável, porém é preciso medir o quanto também precisamos ser generosos com si próprio.

Recusar um pedido nem sempre está ligado somente a favores, mas também a oportunidades, e aí é que está o grande desafio: como recusar um convite que pode abrir novas possibilidades, seja na vida pessoal ou no trabalho. E por que recusar? Muitas vezes, apesar de tentador, existem valores que são tão ou mais importantes do que futuras oportunidades. Deixar de participar de um evento, recusar um trabalho, para passar mais tempo com a família, para ter um tempo para si próprio, para descanso, para cuidar da própria saúde, são escolhas importantes também. Existem prioridades na vida que podem não ser tão atrativas profissional ou financeiramente, mas que são essenciais para o bem-estar, e que, indiretamente, contribuem para que a mente esteja em paz. Afinal, a vida é feita diariamente de escolhas. São centenas ou até milhares de decisões que tomamos todos os dias. E essas escolhas fazem parte do processo de perdas e ganhos, que nos torna seres em constante desenvolvimento e evolução, sobre aquilo que é realmente essencial e saudável para nós.


Sálua Omais é psicóloga e professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), tendo sido a 1º profissional a implantar, no estado de Mato Grosso do Sul, a disciplina de Felicidade & Inteligência Emocional como parte da grade acadêmicaPossui Mestrado em Psicologia da Saúde e Saúde Mental, Master Coach e Master Trainer em Psicologia Positiva pela European Positive Psychology Academy, Educadora Certificada pela Positive Discipline Association (USA), Trainer em Neurossemântica e Programação Neurolinguística pela International Society of Neurossemantics (USA). É autora dos livros "Jogos de Azar" (Ed. Juruá/2008) e "Manual de Psicologia Positiva" (Ed. Qualitymark/2018). 


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sexta-feira, 16 de agosto de 2019

MIDIA SOCIAL: Vilão ou Mocinho?



Mídias sociais são utilizadas por bilhões de pessoas em todo o mundo, e muitos profissionais as consideram potencialmente perigosas, pelas mais diversas razões. Alguns alegam que reduz a conexão e a sociabilidade entre as pessoas, outros alegam que estimula o consumismo, a competitividade, fazendo com que seguidores mergulhem em um estado de ansiedade, depressão, redução da autoestima, problemas na autoimagem, aumento da sensação de fracasso, sobretudo ligadas ao trabalho e a relacionamentos, em virtude das comparações sociais e do exibicionismo virtual que a própria mídia social estimula. Outros pontos negativos das mídias são o sedentarismo, o isolamento, a dificuldade de foco e concentração em tarefas comuns, e a perda do tempo, o qual poderia ser despendido em outras atividades. A maioria dos profissionais é treinada para olhar para o risco em todos os lugares.  Alguns se baseiam na realidade, outros se baseiam no medo, ou num olhar focado para os piores cenários. Procuramos sintomas, fatores de risco e sinais de que as coisas não estão corretas ou causam algum tipo de problema no indivíduo ou na sociedade.
Esse olhar com foco apenas naquilo que é ruim, é um padrão que faz com que muitas vezes, as pessoas se restrinjam ao lado negativo de qualquer coisa, mesmo sabendo que absolutamente tudo na vida tem seu lado bom, e seu lado ruim. Interpretar os fatos dessa forma é uma visão robótica e eternamente insatisfatória, pois faz com que se chegue à simples conclusão que não existe e nunca vai existir algo no mundo que seja realmente bom ou benéfico para o ser humano. E não existe mesmo!

A mídia social pode ser um local muito estressante e uma fonte de ansiedade, porém, será que isso também não depende da forma como a utilizamos? Até quando responsabilizaremos as ferramentas, ao invés daquele que a utiliza? Por que condenamos então a tecnologia, que, ao mesmo tempo que traz problemas, também traz muitos benefícios à sociedade. Por que condenar uma ferramenta que, ao mesmo tempo que estimula o exibicionismo, também nos traz informações do outro lado do mundo, que possibilita conexões com pessoas de outros países e culturas, que também estimula a sociabilidade, porém de uma forma diferente do tradicional, e que também, aproxima aqueles que não podem estar próximos em razão da distância? Será que ao se condenar as mídias sociais digitais não estamos na verdade estimulando a vitimização de pessoas que, ao invés de se responsabilizarem pelas suas ações, tendem a projetar a responsabilidade de seus atos e suas decisões sobre objetos, pessoas e instituições?

A mídia social não é inerentemente ruim. É difícil dizer que uma plataforma de mídia social é inerentemente "ruim". O tipo de conteúdo que está sendo consumido pode levar a efeitos nocivos, assim como também a forma que pessoas interpretam tais conteúdos. E então, onde fica a capacidade de escolher o que vemos? Será que seremos sempre pessoas passivas, que não tem nenhum controle sobre aquilo que chega a nossos olhos? Quem faz a escolha das pessoas que serão nossos amigos ou que iremos seguir nas mídias sociais? A mesma mídia que traz tais conteúdos, também oferece configurações para que o usuário escolha o que ele quer ver, o que lhe interessa mais. Logo, quem é o culpado? Refletir sobre essas questões pode nos ajudar a concluir que, o que importa não é classificar ou rotular quem é o vilão ou quem é o mocinho, mas sim ativar a percepção sobre até onde vai a nossa criatividade, adaptação e capacidade de fazer escolhas saudáveis, do que dos produtos ou invenções que estão ou que ainda venham a surgir ao nosso redor.


Sálua Omais é psicóloga e professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), tendo sido a 1º profissional a implantar, no estado de Mato Grosso do Sul, a disciplina de Felicidade & Inteligência Emocional como parte da grade acadêmicaPossui Mestrado em Psicologia da Saúde e Saúde Mental, Master Coach e Master Trainer em Psicologia Positiva pela European Positive Psychology Academy, Educadora Certificada pela Positive Discipline Association (USA), Trainer em Neurossemântica e Programação Neurolinguística pela International Society of Neurossemantics (USA). É autora dos livros "Jogos de Azar" (Ed. Juruá/2008) e "Manual de Psicologia Positiva" (Ed. Qualitymark/2018). 


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sexta-feira, 9 de agosto de 2019

“SER” MINORIA NUM MUNDO DE MAIORIAS



Como é ser diferente dos outros? Como podemos nos expressar e viver num mundo onde todos ou quase todos são diferentes de nós? Ser diferente exige coragem, exige persistência, e mais do que tudo, muita, mas muita, paciência. O caminho é mais tortuoso, o tempo é mais longo, muita coisa se torna mais difícil de ser conquistada. E o que é ser diferente? Não é fácil chegar à resposta, pois ser diferente abrange as mais diversas dimensões, desde a física, até a dimensão racional, emocional e espiritual. Os diferentes podem ser representados pela tradicional diversidade de raças, nacionalidades, sexo, culturas, religiões, vestimentas, atribuições físicas, deficiências, assim como também podem ser representados simplesmente por aqueles que externamente parece igual a maioria, mas que possui formas próprias de pensar, de agir, opiniões divergentes e até polêmicas, diferentes modos de se expressar e também, de sentir o mundo. Ser diferente também se refere ao campo emocional. Emoções e sentimentos são comuns aos seres humanos, porém, podem ser expressas de modos diferentes, assim como também sentidas de modos diferentes, com mais ou menos intensidade.

A diversidade está presente em vários planos. Se não fosse a diversidade das flores, talvez não teríamos tantas espécies diferentes, formas e combinações de cores nas orquídeas, mas somente o tom monocromático de uma rosa. Se não fosse a diversidade, não teríamos as diversas raças de animais que nos rodeiam, as diversas cores, texturas, formas. A diversidade nos abre um campo maior de opções e de possibilidades que tornam o mundo mais rico e pleno, nos fazendo pensar sobre diferentes perspectivas que talvez não pensaríamos se vivêssemos num mundo de iguais. Ser aceito pelos outros é uma necessidade profundamente instintiva. Os seres humanos são sociais por natureza, felizes quando fazem parte do grupo e tristes quando marginalizados. Quando nos sentimos excluídos, um alarme de medo, que nos remete aos instintos mais primitivos, acaba surgindo nas profundezas do cérebro. Sabemos que, se estivermos sozinhos, estaremos mais vulneráveis ​​ao perigo.

É aqui que vem o nosso medo de ir contra a corrente e ser diferente, apesar de em geral parecer que o anormal é aquele que se recusa a ser ou se comportar igual aos outros, ou que já é diferente por si só, pela sua própria natureza ou origem. Em princípio, temos pavor de sermos diferentes dos outros, pois ser incomum exige força, personalidade, convicção e autoconfiança. É importante lembrar que nem sempre a maioria segue aquilo que é razoável ou desejável. Números nem sempre são sinônimos de qualidade, e por isso, o efeito manada, que faz com que o todos fazem pareça ser bom, nem sempre o é. Crescer significa tornar-se mais independente e talvez ser diferente. Quando nos reconhecemos como adultos, começamos a ver que temos recursos para discordar do mundo e nadar contra a corrente. Convicções nos dão a força para ser diferente. Nem todo mundo quer ficar cara-a-cara com o medo de ser eles mesmos. Mas aqueles que fazem acabam encontrando a liberdade e projetar o próprio destino, de acordo com quem realmente são.


Sálua Omais é psicóloga e professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), tendo sido a 1º profissional a implantar, no estado de Mato Grosso do Sul, a disciplina de Felicidade & Inteligência Emocional como parte da grade acadêmicaPossui Mestrado em Psicologia da Saúde e Saúde Mental, Master Coach e Master Trainer em Psicologia Positiva pela European Positive Psychology Academy, Educadora Certificada pela Positive Discipline Association (USA), Trainer em Neurossemântica e Programação Neurolinguística pela International Society of Neurossemantics (USA). É autora dos livros "Jogos de Azar" (Ed. Juruá/2008) e "Manual de Psicologia Positiva" (Ed. Qualitymark/2018). 


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