terça-feira, 11 de junho de 2019

RESILIENCIA: UM PROCESSO DE AUTOSUPERAÇÃO

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Problemas são uma constante na vida. Perdas, tragédias, desafios, obstáculos, fracassos, decepções, prejuízos, frustrações, enfim, seja lá o que for, as experiencias negativas que passamos ao longo da vida estão presentes em diversos momentos, porém, nem todos sabem lidar bem diante dessas situações. 

A resiliência é um termo emprestado da física, que é a habilidade de um objeto ser deformado ou submetido a agentes externos, sem ser deformado, e retornando ao ser estado original. Na Psicologia, a resiliência é aplicada de forma semelhante, porém ao invés de objetos, se aplica à capacidade do ser humano de passar por momentos de stress ou adversidades, e, além de lidar com esses momentos, ser capaz de retornar a sua rotina normal de vida, tanto pessoal quanto profissional. 

Resultado de imagem para RESILIENCEDesenvolver essa habilidade envolve diversos elementos. Do ponto de vista social, o apoio de pessoas e dos relacionamentos, é um dos elementos clássicos e fundamentais para a superação de momentos difíceis, e sem dúvida, um dos grandes alicerces desse processo. Além desse, alguns elementos que contribuem, são os recursos internos que cada indivíduo desenvolve ao longo da vida. Um deles é um olhar de esperança e uma expectativa de crescimento ao passar por situações desafiadoras, olhando para os aprendizados trazidos em cada situação, por mais difícil que ela seja. Espiritualidade e fé, são grandes fontes de apoio e de consolo. 

Outra característica essencial no processo de resiliência, é a flexibilidade e a adaptabilidade, que inclusive são características que fazem parte das habilidades ligadas à inteligência emocional. A rigidez, a indignação, assim como a resistência aos novos rumos que muitas vezes a vida nos coloca, tende a aumentar ainda mais a intensidade de emoções negativas como raiva, medo, rancor, mágoa, culpa, tristeza entre outras. Além disso, o pensamento rígido não favorece processos de tomada de decisão, muito menos, resolução de problemas, e com isso, aumentam-se as chances de que a pessoa fique a cada dia mais mergulhada dentro de um estado profundo de lamentação e de desamparo. 

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Serenidade, autocontrole, aceitação, momentos de silêncio e de autoreflexão, são algumas estratégias iniciais para que então seja possível seguir para o passo da recuperação e da formulação de novos planos para recomeçar. A aceitação, por mais dolorosa que seja, é a primeira etapa da mudança, e está intimamente envolvida com a adaptabilidade. E se, junto a esses conceitos simples, ainda houver, do ponto de vista pessoal, a habilidade de enxergar dentro de si, as forças e próprias qualidades, utilizando esses elementos como os recursos mais valiosos e importantes para se recuperar a autonomia e a força para recomeçar e reconstruir aquilo que foi perdido afetiva ou materialmente, o processo de resiliência torna-se um caminho menos penoso e a experiência, uma lembrança de superação e fortalecimento pessoal.

Sálua Omais é psicóloga e professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), tendo sido a 1º profissional a implantar, no estado de Mato Grosso do Sul, a disciplina de Felicidade & Inteligência Emocional como parte da grade acadêmicaPossui Mestrado em Psicologia da Saúde e Saúde Mental, Master Coach e Master Trainer em Psicologia Positiva pela European Positive Psychology Academy, Educadora Certificada pela Positive Discipline Association (USA), Trainer em Neurossemântica e Programação Neurolinguística pela International Society of Neurossemantics (USA). É autora dos livros "Jogos de Azar" (Ed. Juruá/2008) e "Manual de Psicologia Positiva" (Ed. Qualitymark/2018). 


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sexta-feira, 7 de junho de 2019

PERDÃO: UM DESAFIO PARA POUCOS

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A maioria das pessoas possui alguém que, por diversos motivos, nos remetem a algum tipo de incômodo ou mal-estar pessoal! Pessoas que nos decepcionaram ou que em algum momento nos prejudicaram de modo significativo. E o contrário também, ou seja, existem pessoas as quais se sentiram feridas ou decepcionadas por algum comportamento nosso.

Perdoar a si mesmo ou aos outros é realmente algo difícil e desafiador. Aquilo que, durante muito tempo, era um ato mais religioso, hoje se tornou um comportamento estimulado pela própria Ciência, já que perdoar é bom tanto para nossa saúde mental quanto física, e não somente um ato de generosidade ou humanidade. 

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Pesquisas mostram que, a prática do perdão, reduz sensações de estresse, tensão, níveis de depressão, ansiedade e, sobretudo, um sentimento que gera muito mal-estar: a raiva. A raiva é tóxica para nossa saúde mental e física, aumentando a reatividade, o risco de doenças como doenças cardíacas e outras doenças crônicas, fazendo com que questões emocionais mal resolvidas, acabem repercutindo em nosso corpo. 

O perdão é a pedra angular de qualquer relacionamento, seja ele romântico ou não. A falta de compreensão das percepções de outras pessoas pode criar lacunas construídas sobre falhas de comunicação, raiva, animosidade e desconexão emocional, e isso gera comportamentos e atitudes que acabam sendo ofensivos ou causando mágoas. 

Imagem relacionadaComo o ato de perdoar é um comportamento que não é fácil, talvez possamos olhar outros elementos que nos motive a praticá-lo. Primeiramente, perdoar, não significa esquecer, apagar da memória, nem minimizar o sofrimento que foi causado. Também não é algo que será por completo, mas sim um processo gradual que envolve o tempo de se processar a agressão sofrida, um tempo que é diferente para cada pessoa. Perdoar também não é sinal de ingenuidade, tolice ou fraqueza, assim como não é necessário que o outro aceite o nosso perdão, nem que nos tornemos o melhor amigo da pessoa que nos feriu. 

O perdão pode ser simplesmente escolher aceitar o que aconteceu, como aconteceu ao invés de ficar eternamente lamentando o que poderia ou deveria ter acontecido. A questão fundamental do perdão é lembrar que o maior beneficiado não é necessariamente o outro, mas sim aquele que se livra dessa carga emocional negativa. Perdoar é uma atitude de inteligência e de saúde mental. A raiva é um sentimento importante para o ser humano, porém é, ao mesmo tempo, um sentimento tóxico, sobretudo se for algo crônico, alimentado pela irritabilidade prolongada, a amargura, o ressentimento e a mágoa. O perdão é algo que podemos fazer pelo nosso próprio bem, e não somente para o outro.

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É claro que é muito mais fácil continuar sentindo a raiva do que relevar uma ofensa, mas isso pode ter um preço alto a longo prazo. Ao mesmo tempo, é um processo de escolha, e sobretudo uma escolha que fazemos para focar no presente e nos preparar para o futuro, ao invés de ficar eternamente preso no passado. É possível ter uma qualidade de vida melhor quando encontramos uma maneira de perdoar a nós mesmos e aos outros. Sim, deixar a raiva e o ressentimento de lado exige um esforço grande, um esforço que envolve passar por cima de memórias, de sentimentos feridos, do orgulho, e, pela lógica, o que se pode deduzir é que, se é preciso uma força imensa para isso, então perdoar, certamente, não é uma característica dos fracos.
 

Sálua Omais é psicóloga e professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), tendo sido a 1º profissional a implantar, no estado de Mato Grosso do Sul, a disciplina de Felicidade & Inteligência Emocional como parte da grade acadêmicaPossui Mestrado em Psicologia da Saúde e Saúde Mental, Master Coach e Master Trainer em Psicologia Positiva pela European Positive Psychology Academy, Educadora Certificada pela Positive Discipline Association (USA), Trainer em Neurossemântica e Programação Neurolinguística pela International Society of Neurossemantics (USA). É autora dos livros "Jogos de Azar" (Ed. Juruá/2008) e "Manual de Psicologia Positiva" (Ed. Qualitymark/2018). 


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quarta-feira, 22 de maio de 2019

EMPATIA E SEUS DESAFIOS

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Uma das palavras mais faladas no momento: empatia. Dificuldades de relacionamento, de perceber o ponto de vista ou de compreender as emoções e dificuldades do outro, num mundo cada vez mais isolado socialmente, tem sido um dos maiores desafios da atualidade. 

Empatia é a capacidade de perceber e compreender e os pensamentos ou sentimentos de outro, conhecendo sua perspectiva. Mas isso não é tão simples quanto parece, pois possui várias dimensões. Na Psicologia fala-se sobre três tipos de empatia: cognitiva, emocional e compassiva. Empatia cognitiva, que é a capacidade de entender como uma pessoa se sente e o que ela pode estar pensando, estar curioso em compreender os fatos pelas lentes do outro, ao invés de já tirar nossas próprias conclusões ou nossos instintos. Empatia emocional ou afetiva é a capacidade de ouvir atentamente e compreender os sentimentos e a dor do outro, tentando entender como e por que a pessoa se sente assim, sem julgamentos. A empatia compassiva ou preocupação empática, vai além de simplesmente entender o outro, mas também nos mobiliza a fazer algo e ajudar da maneira que pudermos. 

E aí vem a pergunta que não quer calar: por que a empatia é algo tão difícil de ser praticada? Durante a infância, apesar de estar voltada para seu mundo interno, e suas próprias necessidades, a criança manifesta alguns sinais de empatia perante as outras. A socialização e as práticas de habilidades socio-emocionais, fazem com que ela internalize essas atitudes, ajudando-a a olhar o outro com mais ou menos empatia.
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No entanto, falhas na educação socio-emocional por meio dos adultos, bem como a própria carência afetiva de muitas crianças, faz com que na idade adulta, essa habilidade seja ainda mais rara. Mas com a prática, esse déficit pode ser revertido. O que acontece é que muitos não estão motivados para mostrar empatia, e quando estão, isso não é fácil, seja pela falta de paciência, de tempo, ou por outras razões. No entanto, sem o uso da empatia, nossos relacionamentos, sejam quais forem, se deterioram. Ficar obcecado pelas falhas alheias, cria um impasse mental e emocional onde problemas não são resolvidos e acabam se agravando. 

Geralmente esperamos a iniciativa do outro em se sensibilizar conosco, porém nem sempre isso acontece. E é aí que está o segredo: tomar a iniciativa de mostrar empatia pode quebrar o ciclo, pois quando uma pessoa se sente compreendida, é mais provável que ela retribua o esforço ao outro, resultando em um relacionamento de confiança em que ambas as partes são motivadas a dar o seu melhor. Nosso estado de humor também influencia nossa capacidade de empatizar. Sob estresse, as pessoas se comportam de uma maneira muito diferente de quando estão tranquilas e bem humoradas, e isso afeta diretamente a forma como vemos o outro, ou a nossa disposição em ajudar, por isso a tendência da Ciência em investir cada vez mais em estudos ligados ao bem-estar, afim um impacto social mais positivos.

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A empatia exige que saibamos que o outro pode estar lidando com fatores dos quais não temos conhecimento. Isso quer dizer que não existem respostas prontas, quando o que está em jogo é o sentimento alheio. A forma como seres humanos pensam e sentem são muito diferentes, e pode ser influenciada por vários elementos, por isso, nem sempre o que funciona para nós, funciona para o outro. A empatia é um elemento fundamental em qualquer tipo de ambiente, seja no relacionamento de pais e filhos, casais, amigos, colegas de trabalho, líderes e liderados, e também, entre estranhos, já que, não é necessário ter vínculos afetivos ou sociais para se utilizar a empatia. Basta apenas um requisito: ser humano.

Sálua Omais é psicóloga e professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), tendo sido a 1º profissional a implantar, no estado de Mato Grosso do Sul, a disciplina de Felicidade & Inteligência Emocional como parte da grade acadêmicaPossui Mestrado em Psicologia da Saúde e Saúde Mental, Master Coach e Master Trainer em Psicologia Positiva pela European Positive Psychology Academy, Educadora Certificada pela Positive Discipline Association (USA), Trainer em Neurossemântica e Programação Neurolinguística pela International Society of Neurossemantics (USA). É autora dos livros "Jogos de Azar" (Ed. Juruá/2008) e "Manual de Psicologia Positiva" (Ed. Qualitymark/2018). 



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sexta-feira, 10 de maio de 2019

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

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Não costumo escrever postagens fora dos temas que trabalho na Psicologia Positiva, porém, nos últimos dias, tive que abrir uma exceção, por uma causa social, e que acaba também fazendo parte indiretamente, de um dos temas que centrais do nosso trabalho, e que buscamos desenvolver nas pessoas que realizam nossos cursos, justamente para evitar que se chegue em situações como essa: a Inteligência Emocional e a Comunicação Não-Violenta. A violência tem raízes na forma como nos comunicamos, como reagimos, como lidamos com frustrações, com necessidades não atendidas pelo outro, e terminam infelizmente, nas vias de fato, ou seja, na impulsividade, no comportamento agressivo, enfim, na perda total do controle emocional e em tragédias. O comportamento violento, seja de homens ou mulheres, deriva de diversos fatores, culturais, sociais, pessoais, mas também, é algo que poderia demais ser minimizado por meio de uma educação emocional adequada, de treinos de habilidades socio-emocionais, e obviamente também, por meio de freios como legislações que protejam os direitos das pessoas ofendidas.

Nas últimas semanas, um número cada vez mais crescente de matérias e notícias sobre mulheres vítimas de violência vem sendo exposto à sociedade, em diversos meios de comunicação. Alguns podem ter a impressão que os números vem aumentando repentinamente, quando na verdade, o que pode estar acontecendo é simplesmente um olhar mais atento sobre um problema que existe há muito tempo. Mulheres que podem estar mais perto de nós do que pensamos, podendo ser uma amiga, uma filha, uma irmã ou até nós mesmas.

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Apesar da repercussão, profissionais de saúde mental sabem muito bem que situações de violência são relatadas por diversas mulheres. A realidade é que para milhões e milhões de mulheres, em todo o mundo, a violência é uma parte cotidiana de suas vidas. Estupro, agressão e outras formas de violência doméstica seja física ou psicológica, são uma parte tão comum da vida das mulheres, e, na maioria das vezes, são atos mais propensos a serem perpetrados por alguém próximo à mulher. 

As consequências da violência são extensas, destrutivas e têm um impacto socioeconômico negativo generalizado. Mais interessante ainda quando vemos o quanto outras campanhas na área da saúde conseguem sensibilizar pessoas, como campanhas contra o câncer, ou para a erradicação de outras doenças, enquanto que, campanhas contra essa ‘’doença’’, que se chama a violência, nem sempre consegue atrair o mesmo nível de atenção.

Quando falamos sobre violência ou abuso psicológico, talvez nem todos compreendam a quantidade de atos que podem acarretar esse impacto negativo na mulher. Ameaçar prejudicar a mulher ou pessoas próximas a ela, ameaças de violência, de abandono, destruição de bens pessoais, agressões verbais, isolamento social ou restrição de comunicação da vítima com outras pessoas, tratamento humilhante, degradante ou incompatível com a condição humana, restrição à autonomia e à liberdade de locomoção ou da tomada de decisões, são alguns atos ligados à violência contra a mulher. 

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Palavras ofensivas à honra, à moral, ou que, de qualquer forma impactem na autoestima, humilhação, intimidação, coação da vítima a qualquer tipo de atitude, provocações e acusações vexatórias, seja de forma pública ou privada também são formas de agressão psicológica. Destruição do patrimônio ou de posses, no intuito não só de provocar a vítima, como também de mantê-la ainda mais dependente e sem recursos para conseguir se manter ou de tentar reconstruir a vida, são tipos de violência que geram sofrimento a um nível extremamente degradante, para qualquer ser humano, independente do gênero.

A violência contra a mulher é um grave problema de direitos humanos e de saúde pública que afeta todos os setores de nossa sociedade e por isso requer um olhar mais atento e cuidadoso, que desperte a atenção das pessoas, que espalhe a informação e a gravidade do problema, e sobretudo, que aumente a percepção tanto de vítimas, como de pessoas próximas a elas, para comportamentos e atitudes suspeitos, que comprometem vidas, ou que no mínimo, deixam marcas profundas que o tempo dificilmente consegue apagar.


Sálua Omais é psicóloga e professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), tendo sido a 1º profissional a implantar, no estado de Mato Grosso do Sul, a disciplina de Felicidade & Inteligência Emocional como parte da grade acadêmicaPossui Mestrado em Psicologia da Saúde e Saúde Mental, Master Coach e Master Trainer em Psicologia Positiva pela European Positive Psychology Academy, Educadora Certificada pela Positive Discipline Association (USA), Trainer em Neurossemântica e Programação Neurolinguística pela International Society of Neurossemantics (USA). É autora dos livros "Jogos de Azar" (Ed. Juruá/2008) e "Manual de Psicologia Positiva" (Ed. Qualitymark/2018). 



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MÃE: UM JEITO ÚNICO DE SER


Um dos temas mais estudados dentro da Psicologia e do Comportamento Humano, são as crenças e aprendizados adquiridos durante a infância, os quais que ficam arraigados profundamente ao longo da vida. A família de modo geral, tem grande influência nesse processo, incluindo aí pais, avós, irmãos, filhos, entre outros. No entanto, respeitando-se as devidas exceções, grande parte do comportamento humano está ligado àquilo que aprendemos ou vivenciamos por meio de nossas mães. E isso acontece tanto do ponto de vista negativo como positivo. 

Nesse processo de autodescoberta e autoconhecimento, muitas pessoas passam a culpar as mães por seus infortúnios, por suas dificuldades, e até mesmo por escolhas erradas. Até mesmo a Ciência, durante muito tempo, fez (e ainda faz) algumas associações de comportamentos disfuncionais, sobre os aprendizados obtidos pela criança por meio dos pais. Isso pode até fazer sentido, pela perspectiva mais rígida, lógica e racional, porém, ainda que as diversas teorias estejam corretas, projetar nossos problemas em quem nos gerou é ao mesmo tempo, assumir que ainda não crescemos, e que não temos maturidade, livre arbítrio e responsabilidade de mudar nosso destino, e assim continuar nos apoiando em mais uma desculpa para não mudar nossas vidas. 

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Por que ao invés de pensar nesse viés, não nos perguntamos: qual o nível de preparo e conhecimentos sobre o processo de maternidade ou sobre a criação dos filhos nossas mães tiveram? Com quem elas aprenderam? De forma instintiva e espontânea? Alguém as orientou sobre educação emocional ou questões emocionais ligadas ao mundo infantil? Quantas mães tiveram a oportunidade de entender sobre seus próprios comportamentos, e curar as feridas da infância que nem para elas mesmas elas conseguiram resolver? E no entanto, mesmo com o o conhecimento limitado da experiência e da vida, ainda assim conseguiram oferecer o melhor que tinham ao seu alcance, não só material, mas física e emocionalmente aos filhos, e assim aprender na base da ‘’tentativa e do erro’’ ou do conhecimento vindo de terceiros. 

Imagem relacionadaMães que tiveram que conciliar a personalidade dos filhos, com sua própria personalidade, tentando se adaptar o quanto podiam. Mães que foram intensas, querendo estar o tempo todo presentes, ou, acreditando que ninguém poderia substituí-las, com medo de algo ruim acontecer aos filhos, ou também mães ausentes, que não podiam por qualquer motivo estar ao lado deles. Mães intensas que deixaram seus desejos e vontades para segundo plano, em detrimento das necessidades das crianças, acreditando que, para ser uma boa mãe, precisaria dedicar todo o seu tempo e amor aos pequenos. 

Mães que foram pacientes, ouvindo, perdoando, tolerando e carregando o mundo nas costas, ou ainda, impacientes, gritando para que todos pudessem ouvir sua insatisfação, sobrecarga e angústia. Mães perfeccionistas, com aquela ânsia profunda de querer estar no controle de tudo, das decisões e das compras da casa, querendo planejar, organizar e pensar em todas as possibilidades afim de se certificar de que tudo estaria sob controle, evitando ao máximo o imprevisível. 

Quando falamos em personalidades maternas, são tantas variedades: mães super protetoras, mães corajosas, inseguras, sensíveis, estressadas, amorosas, intelectuais, ousadas, engraçadas, mães do tipo ‘’dedicação exclusiva’’, mães ‘’fitness’’, empreendedoras, vaidosas, mães tranquilas, mães desesperadas, discretas, comunicativas, exigentes, liberais, e enfim, aquelas que são simplesmente mães! A verdade é que temos ao nosso alcance todo tipo de mães, ou, na verdade, uma combinação diferente de todas elas, em uma pessoa só.

Sálua Omais é psicóloga e professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), tendo sido a 1º profissional a implantar, no estado de Mato Grosso do Sul, a disciplina de Felicidade & Inteligência Emocional como parte da grade acadêmicaPossui Mestrado em Psicologia da Saúde e Saúde Mental, Master Coach e Master Trainer em Psicologia Positiva pela European Positive Psychology Academy, Educadora Certificada pela Positive Discipline Association (USA), Trainer em Neurossemântica e Programação Neurolinguística pela International Society of Neurossemantics (USA). É autora dos livros "Jogos de Azar" (Ed. Juruá/2008) e "Manual de Psicologia Positiva" (Ed. Qualitymark/2018). 



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quarta-feira, 1 de maio de 2019

SAÚDE EMOCIONAL, PROPÓSITO E QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO

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Nos últimos anos, diversas áreas da saúde investiram em pesquisas ligadas à qualidade de vida, à motivação e à satisfação no trabalho de modo geral. Isso se deve tanto pelas necessidades de empresas e organizações, como pelo fato de que o trabalho afeta diretamente a saúde física e emocional do trabalhador. Vida e trabalho são elementos cada vez mais inseparáveis, afinal, somos um ser único. Quando falamos em trabalho ideal, existem basicamente dois caminhos a escolher: encontrar um trabalho que faça sentido em nossas vidas, ou então, encontrar esse sentido no próprio trabalho que realizamos, ou então, continuaremos a esperar que momentos de satisfação na vida fiquem restritos somente ao tão esperado ‘’final de semana’’, onde buscaremos, fora do ambiente de trabalho, algum resquício de felicidade, que nem sempre é suficiente.

Imagem relacionadaSob a ótica do trabalhador, é verdade que nem sempre é fácil encontrar sentido em tudo o que fazemos, especialmente quando as atividades realizadas já são previamente determinadas ao invés de escolhidas. As pessoas precisam saber que seu trabalho importa e que elas fazem a diferença - para si mesmas, para os outros e para a comunidade. Um outro ponto é: encontrar significado no trabalho que você faz não é necessariamente a mesma coisa que encontrar o significado do trabalho em si, mas sim na sua contribuição. Muitas pessoas descobrem o significado de seu trabalho avaliando o impacto que o trabalho tem ou pode ter sobre outros. Um jardineiro, um motorista de ônibus ou um atendente, todos têm a oportunidade de impactar os outros através do benefício que seu trabalho oferece. Em casos onde o significado do trabalho não está em questão, onde ‘’fazemos aquilo que fazemos somente por fazer’’, ou, por obrigação, pessoas podem sentir uma angústia existencial, tanto por devido a desafios internos, como por problemas interpessoais de relacionamento, não se dando bem com colegas, ou devido a um ambiente de trabalho negativo, onde existe desconfiança, rigidez, falta de materiais ou estrutura inadequada, falta de apoio e de reconhecimento pelo desempenho. Líderes e gerentes precisam estar altamente comprometidos em possibilitar mudanças e resistindo a tendência natural de "regredir" em direção à maneira antiga e familiar de fazer as coisas. Ficar nos bastidores e esperar que pessoas façam o trabalho sem orientação, apoio e incentivo, não é nada eficiente.

Um nível cada vez maior de atenção tem sido focado no significado no trabalho por meio de outra problemática – o próprio local de trabalho, e isso, já é da responsabilidade do empregador. Para aumentar o engajamento, além da atividade em si, é preciso elevar o valor do trabalho e do trabalhador. Existe uma necessidade fundamental das organizações de se criar um ambiente que gere motivação , e que gere saúde e bem-estar entre aqueles que ali trabalham. Empresas mais modernas, que enxergam a importância desses elementos para a própria saúde financeira e lucratividade da organização, passaram a investir e modernizar seus ambientes. Criar um ambiente de trabalho significativo requer mais do que ‘’boas intenções’’, mas sim ações reais e efetivas. 

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E por fim, o significado do trabalho também é responsabilidade da própria sociedade, a qual, em diversos momentos acaba valorizando ou desvalorizando atividades que consideram mais importantes do que outras. E aí fica a pergunta: o quanto nós realmente valorizamos certas atividades profissionais? O quanto reconhecemos um bom atendimento ou serviço? Por que reclamar é tão fácil, e elogiar parece algo falso, pesado e superficial? Cada vez mais, organizações terão que se adaptar a uma versão mais humanista do trabalho. Focar no lado humano não quer dizer abrir mão do crescimento ou dos lucros da empresa, mas sim, criar estratégias mais inteligentes no mundo dos negócios, gerar uma nova consciência que fortaleça a confiança entre as pessoas, e assim trazer um significado mais profundo para o trabalho em si , além do respeito e dignidade àqueles que o realizam.

Sálua Omais é psicóloga e professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), tendo sido a 1º profissional a implantar, no estado de Mato Grosso do Sul, a disciplina de Felicidade & Inteligência Emocional como parte da grade acadêmicaPossui Mestrado em Psicologia da Saúde e Saúde Mental, Master Coach e Master Trainer em Psicologia Positiva pela European Positive Psychology Academy, Educadora Certificada pela Positive Discipline Association (USA), Trainer em Neurossemântica e Programação Neurolinguística pela International Society of Neurossemantics (USA). É autora dos livros "Jogos de Azar" (Ed. Juruá/2008) e "Manual de Psicologia Positiva" (Ed. Qualitymark/2018). 



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quinta-feira, 25 de abril de 2019

LIDERANÇA – A MISSÃO DESAFIADORA DE INSPIRAR

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Inspirar, motivar ou conduzir pessoas não é e nunca foi algo fácil. Para alguns pode ser simplesmente um talento, um dom, mas no geral, todos nós precisamos aprender quais elementos podem contribuir nesse processo de agregar pessoas em torno de um objetivo comum, que beneficie a todos, até porque, esse é um conhecimento que envolve diversos fatores, desde de como se relacionar e comunicar apropriadamente, até como gerenciar conflitos e situações de crise. 

Imagem relacionadaA palavra liderança, para muitos, é um termo bem distante, e que, durante muito tempo, esteve mais associado a cargos elevados ou posições de poder, onde uma pessoa “manda” e os outros “obedecem”. Hoje esse conceito mudou, tendendo, cada vez mais, a ser um conceito mais “colaborativo” e “compartilhado” do que centralizado. Além disso, ser líder não é uma função somente de empresários, gestores ou administradores. Todos nós somos líderes em algum lugar, em algum momento ou em algum contexto específico, dentro de grupos de trabalho, dentro de casa, no ambiente familiar, em círculos de amizade. As atividades de liderança podem ser usadas para melhorar o trabalho em equipe, promover uma melhor comunicação no local de trabalho e desenvolver a coesão da equipe. São essenciais as habilidades de comunicação, incluindo a capacidade de explicar de forma clara e sucinta à equipe, desde os objetivos de uma empresa até os detalhes de tarefas específicas. 

Líderes precisam inspirar pessoas, e essa inspiração está muito ligada ao próprio modelo que ele apresenta e pratica no seu dia-a-dia. Inspiração é algo que se faz espontaneamente, diferente de coação, que se faz pela ameaça ou medo. A coação é um ato que funciona a curto prazo, porém se desgasta a longo prazo, enquanto que a inspiração, muitas vezes, é o contrário, isto é, demora um certo tempo para ser incorporada, mas a longo prazo, tem um efeito mais eficaz e positivo na equipe e no relacionamento líder-liderado. A inspiração também está ligada a forma como o líder se relaciona e se dirige àqueles ao seu redor, contribuindo para elevar a autoestima do trabalhador em ambientes de trabalho, reconhecendo o esforço e a realização, ou delegando novas responsabilidades que demonstram o sinal de confiança que se tem com relação ao desempenho do outro. 

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Demonstrar integridade, construir confiança e abertura para novas ideias e também para o feedback das pessoas ao redor, são formas de fortalecer vínculos da liderança, e, ao mesmo tempo abrir espaço para soluções inovadoras para problemas, que muitas vezes, uma pessoa sozinha não conseguiria pensar, sem a ajuda dos outros. Outro ponto, que para muitos líderes ainda é um desafio, é a habilidade de aceitar e demonstrar sua própria imperfeição, seus erros, falhas, fracassos e ter a humildade de ouvir feedbacks sobre si também, ao invés de somente transmitir o feedback sobre aqueles que estão sob seu comando.

O nível de comprometimento é fundamental na liderança, cumprir acordos e promessas, ter flexibilidade, e ser congruente com seus próprios atos, são comportamentos que estimulam a equipe a também replicar o modelo. Criar um clima positivo no ambiente, ao invés do tradicional perfil reclamão, também acaba refletindo na dinâmica e no comportamento da equipe. Muitos líderes se esquecem que a energia do grupo também está ligada, em certa parte, ao nível de energia que eles próprios transmitem, como por exemplo, no trato frio e distante, numa postura de superioridade, ou de agressividade, ou mesmo de desânimo com relação à vida e ao futuro. Afinal, se o próprio líder não acredita em dias melhores ou em uma perspectiva de mudança, fica ainda mais difícil os liderados acreditarem também.


Sálua Omais é psicóloga e professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), tendo sido a 1º profissional a implantar, no estado de Mato Grosso do Sul, a disciplina de Felicidade & Inteligência Emocional como parte da grade acadêmicaPossui Mestrado em Psicologia da Saúde e Saúde Mental, Master Coach e Master Trainer em Psicologia Positiva pela European Positive Psychology Academy, Educadora Certificada pela Positive Discipline Association (USA), Trainer em Neurossemântica e Programação Neurolinguística pela International Society of Neurossemantics (USA). É autora dos livros "Jogos de Azar" (Ed. Juruá/2008) e "Manual de Psicologia Positiva" (Ed. Qualitymark/2018). 



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domingo, 21 de abril de 2019

DISCIPLINA: COMO MANTÊ-LA FIRME E FORTE

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Equilibrar a preguiça, a desorganização com o hábito de uma rotina mais regrada e constante, é um dos grandes desafios do ser humano. Envolve uma capacidade em gastar energia em direção a um objetivo, de modo consistente e repetitivo, e por isso, a capacidade de ter disciplina depende de diversos fatores, que não são somente emocionais, mas que envolvem costumes, cultura, hábitos familiares, crenças, educação e até também a disposição física. 

Os pensamentos certamente podem nos sabotar em alguns momentos, tendo em vista que sempre haverá dias em que não teremos mais vontade de continuar, ou de que não vale a pena sofrer tanto. O foco em direção a um objetivo, é essencial para evitar essas distrações e tentações ao longo do processo. É importante saber que em muitos momentos temos sim que fazer atividades mesmo sem vontade. A motivação é essencial, mas é sempre bom manter em mente que ela pode não surgir em todos os momentos da vida, tendo em vista que imprevistos acontecem, e é nessa hora que é preciso agir, ao invés de esperar por ela. 

Imagem relacionadaO tempo é uma das velhas desculpas que a maioria das pessoas usa para justificar a falta de disciplina, quando na verdade ele existe, porém infelizmente, nos dias de hoje, é muito mal utilizado. O tempo é uma ferramenta que é dada de forma igual para todos: 24 horas. No entanto, alguns conseguem multiplica-lo de forma incrível, enquanto que outros, parecem ter um dia menor do que o normal. 

Um fator que nos ajuda com a disciplina, é ter um compromisso forte, algo que seja significativo o suficiente para passar na frente de todas as outras atividades que fazemos normalmente, tornando-se realmente uma prioridade. Esse motivo deve ser também forte o suficiente para superar os desejos e gratificações mais imediatas, em prol de algo que pode demorar um pouco mais para chegar, mas que irá trazer benefícios maiores. 

A disciplina envolve um bom planejamento, algo realista, que possa ser alcançado conforme as suas condições do momento, e não necessariamente algo grandioso a ponto de se tornar um fardo. É possível ainda “convidar” as pessoas ao nosso redor a agir da mesma maneira e manter hábitos semelhantes aos nossos. Isso nem sempre é fácil ou possível, é verdade, porém, manter um hábito se torna mais fácil quando existe uma parceria que possa nos animar nos momentos de desânimo, e trazer a motivação de volta. Muitas vezes, até mesmo a competitividade, dentro de um certo patamar não patológico, pode contribuir para motivar pessoas a manter a constância do hábito e da disciplina.

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Diversas pessoas desistem de seus objetivos porque, ao invés de valorizarem pequenas ações já realizadas, o foco se mantém no “quanto” ainda precisa ser feito para se chegar à reta final, ou então, no longo tempo que ainda falta para se chegar lá. São aqueles que olham para o que falta, ao invés de olhar para o que já foi feito. E olhar para o que falta, pode não ser a melhor estratégia para se alcançar o que deseja, mas sim uma fonte eterna de insatisfação.

Sálua Omais é psicóloga e professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), tendo sido a 1º profissional a implantar, no estado de Mato Grosso do Sul, a disciplina de Felicidade & Inteligência Emocional como parte da grade acadêmicaPossui Mestrado em Psicologia da Saúde e Saúde Mental, Master Coach e Master Trainer em Psicologia Positiva pela European Positive Psychology Academy, Educadora Certificada pela Positive Discipline Association (USA), Trainer em Neurossemântica e Programação Neurolinguística pela International Society of Neurossemantics (USA). É autora dos livros "Jogos de Azar" (Ed. Juruá/2008) e "Manual de Psicologia Positiva" (Ed. Qualitymark/2018). 



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quinta-feira, 18 de abril de 2019

COMUNICAÇÃO ALÉM DAS PALAVRAS

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Comunicar-se de forma eficaz permite trocas harmônicas de pensamentos, sentimentos e ideias, levando à compreensão mútua e gerando mais confiança. Muitas pessoas tendem a considerar o processo de comunicação como algo sem mistérios: é só pronunciar as palavras, e pronto! No entanto, do ponto de vista psicológico, o processo de comunicação é, algo impressionantemente complexo. A comunicação é algo intimamente ligado à psicologia do indivíduo, até porque nos comunicamos externamente, por meio de sons, sinais, palavras e comportamentos, e, internamente, por meio de pensamentos, emoções e sentimentos. Diversos fatores internos afetam o processo de comunicação: experiências de vida, bem como fatores externos, fatores circunstanciais, fatores temporais, além claro, da maneira como interagimos. Nesse momento por exemplo, à medida que lê o texto, cada leitor terá uma compreensão individual, que será interpretada conforme o seu olhar e a experiência de vida, e é aí que muitas notícias, pesquisas ou informações, correm o risco de serem vistas de modo positivo ou negativo. Tudo depende das ‘’lentes’’ de quem lê, e também, obviamente, das ‘’intenções’’ de quem lê ou ouve a informação. 

Um dos maiores riscos acontecem quando a mensagem enviada não é a mesma recebida, dando margem a diversos conflitos. Há considerável espaço para mal-entendidos entre o que o falante pretende dizer, o que ele realmente diz, e o que o ouvinte ouve. Quanto menos atenção o interlocutor e o ouvinte tiverem quando a mensagem for enviada, e quanto mais emocional for o assunto, maior a probabilidade de haver uma desconexão entre o que o falante pretende dizer, o que ele realmente diz e o que o ouvinte ouve. A mensagem enviada pode não ser a mensagem recebida porque deve passar por um sistema de filtragem de pensamentos e sentimentos - tanto para o remetente quanto para o destinatário. Verificar a exatidão de sua comunicação envolve, literalmente, perguntar o que a outra pessoa ouviu dizer, e isso muitas vezes exige uma certa dose de paciência e repetição. 

Imagem relacionadaO ato de não comunicar também é uma forma de comunicação, ou seja, se você está ignorando alguém, por qualquer motivo, seja para não enfrentar uma situação, seja propositalmente, essa atitude por si só já está enviando uma mensagem, a qual muitas vezes, é mais dolorosa, do que o ato de se comunicar de forma direta. Outro ponto importante: a comunicação verbal, realizada por meio de palavras, é uma pequena parte de um processo de comunicação bem mais amplo. E por isso é preciso ainda mais cuidado ao lidar com formas de comunicação onde os sinais não-verbais são restritos, como quando enviamos um email, um whatsapp ou outro tipo de mensagem instantânea, as quais, em diversos momentos, geram mal-entendidos ou interpretações erradas naquele que lê, e isso acontece por ‘’n’’ motivos. 
Toda mensagem que emitimos possui, além de conteúdo, sentimentos os quais geralmente são expressos por meio de sinais não-verbais como a linguagem corporal, gestos, expressão facial, tom de voz, inflexão e volume de voz, entre outros. É por isso que, algumas vezes não conseguimos acreditar totalmente nas palavras de uma pessoa. Quantas vezes alguém nos elogia, mas algo nos faz sentir que aquele elogio não é totalmente verdadeiro? Isso ocorre porque ao ouvirmos as ‘’palavras’’, podem existir outros elementos mais fortes que não nos permite acreditar nelas, e esses podem ser tanto elementos ligados a nossas experiências do passado, pensamentos, sentimentos, crenças bem como também a sinais não-verbais, que podem ser muito mais fortes do que simplesmente, palavras.

Sálua Omais é psicóloga e professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), tendo sido a 1º profissional a implantar, no estado de Mato Grosso do Sul, a disciplina de Felicidade & Inteligência Emocional como parte da grade acadêmicaPossui Mestrado em Psicologia da Saúde e Saúde Mental, Master Coach e Master Trainer em Psicologia Positiva pela European Positive Psychology Academy, Educadora Certificada pela Positive Discipline Association (USA), Trainer em Neurossemântica e Programação Neurolinguística pela International Society of Neurossemantics (USA). É autora dos livros "Jogos de Azar" (Ed. Juruá/2008) e "Manual de Psicologia Positiva" (Ed. Qualitymark/2018). 



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