domingo, 21 de abril de 2019

DISCIPLINA: COMO MANTÊ-LA FIRME E FORTE

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Equilibrar a preguiça, a desorganização com o hábito de uma rotina mais regrada e constante, é um dos grandes desafios do ser humano. Envolve uma capacidade em gastar energia em direção a um objetivo, de modo consistente e repetitivo, e por isso, a capacidade de ter disciplina depende de diversos fatores, que não são somente emocionais, mas que envolvem costumes, cultura, hábitos familiares, crenças, educação e até também a disposição física. 

Os pensamentos certamente podem nos sabotar em alguns momentos, tendo em vista que sempre haverá dias em que não teremos mais vontade de continuar, ou de que não vale a pena sofrer tanto. O foco em direção a um objetivo, é essencial para evitar essas distrações e tentações ao longo do processo. É importante saber que em muitos momentos temos sim que fazer atividades mesmo sem vontade. A motivação é essencial, mas é sempre bom manter em mente que ela pode não surgir em todos os momentos da vida, tendo em vista que imprevistos acontecem, e é nessa hora que é preciso agir, ao invés de esperar por ela. 

Imagem relacionadaO tempo é uma das velhas desculpas que a maioria das pessoas usa para justificar a falta de disciplina, quando na verdade ele existe, porém infelizmente, nos dias de hoje, é muito mal utilizado. O tempo é uma ferramenta que é dada de forma igual para todos: 24 horas. No entanto, alguns conseguem multiplica-lo de forma incrível, enquanto que outros, parecem ter um dia menor do que o normal. 

Um fator que nos ajuda com a disciplina, é ter um compromisso forte, algo que seja significativo o suficiente para passar na frente de todas as outras atividades que fazemos normalmente, tornando-se realmente uma prioridade. Esse motivo deve ser também forte o suficiente para superar os desejos e gratificações mais imediatas, em prol de algo que pode demorar um pouco mais para chegar, mas que irá trazer benefícios maiores. 

A disciplina envolve um bom planejamento, algo realista, que possa ser alcançado conforme as suas condições do momento, e não necessariamente algo grandioso a ponto de se tornar um fardo. É possível ainda “convidar” as pessoas ao nosso redor a agir da mesma maneira e manter hábitos semelhantes aos nossos. Isso nem sempre é fácil ou possível, é verdade, porém, manter um hábito se torna mais fácil quando existe uma parceria que possa nos animar nos momentos de desânimo, e trazer a motivação de volta. Muitas vezes, até mesmo a competitividade, dentro de um certo patamar não patológico, pode contribuir para motivar pessoas a manter a constância do hábito e da disciplina.

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Diversas pessoas desistem de seus objetivos porque, ao invés de valorizarem pequenas ações já realizadas, o foco se mantém no “quanto” ainda precisa ser feito para se chegar à reta final, ou então, no longo tempo que ainda falta para se chegar lá. São aqueles que olham para o que falta, ao invés de olhar para o que já foi feito. E olhar para o que falta, pode não ser a melhor estratégia para se alcançar o que deseja, mas sim uma fonte eterna de insatisfação.

Sálua Omais é psicóloga e professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), tendo sido a 1º profissional a implantar, no estado de Mato Grosso do Sul, a disciplina de Felicidade & Inteligência Emocional como parte da grade acadêmicaPossui Mestrado em Psicologia da Saúde e Saúde Mental, Master Coach e Master Trainer em Psicologia Positiva pela European Positive Psychology Academy, Educadora Certificada pela Positive Discipline Association (USA), Trainer em Neurossemântica e Programação Neurolinguística pela International Society of Neurossemantics (USA). É autora dos livros "Jogos de Azar" (Ed. Juruá/2008) e "Manual de Psicologia Positiva" (Ed. Qualitymark/2018). 



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quinta-feira, 18 de abril de 2019

COMUNICAÇÃO ALÉM DAS PALAVRAS

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Comunicar-se de forma eficaz permite trocas harmônicas de pensamentos, sentimentos e ideias, levando à compreensão mútua e gerando mais confiança. Muitas pessoas tendem a considerar o processo de comunicação como algo sem mistérios: é só pronunciar as palavras, e pronto! No entanto, do ponto de vista psicológico, o processo de comunicação é, algo impressionantemente complexo. A comunicação é algo intimamente ligado à psicologia do indivíduo, até porque nos comunicamos externamente, por meio de sons, sinais, palavras e comportamentos, e, internamente, por meio de pensamentos, emoções e sentimentos. Diversos fatores internos afetam o processo de comunicação: experiências de vida, bem como fatores externos, fatores circunstanciais, fatores temporais, além claro, da maneira como interagimos. Nesse momento por exemplo, à medida que lê o texto, cada leitor terá uma compreensão individual, que será interpretada conforme o seu olhar e a experiência de vida, e é aí que muitas notícias, pesquisas ou informações, correm o risco de serem vistas de modo positivo ou negativo. Tudo depende das ‘’lentes’’ de quem lê, e também, obviamente, das ‘’intenções’’ de quem lê ou ouve a informação. 

Um dos maiores riscos acontecem quando a mensagem enviada não é a mesma recebida, dando margem a diversos conflitos. Há considerável espaço para mal-entendidos entre o que o falante pretende dizer, o que ele realmente diz, e o que o ouvinte ouve. Quanto menos atenção o interlocutor e o ouvinte tiverem quando a mensagem for enviada, e quanto mais emocional for o assunto, maior a probabilidade de haver uma desconexão entre o que o falante pretende dizer, o que ele realmente diz e o que o ouvinte ouve. A mensagem enviada pode não ser a mensagem recebida porque deve passar por um sistema de filtragem de pensamentos e sentimentos - tanto para o remetente quanto para o destinatário. Verificar a exatidão de sua comunicação envolve, literalmente, perguntar o que a outra pessoa ouviu dizer, e isso muitas vezes exige uma certa dose de paciência e repetição. 

Imagem relacionadaO ato de não comunicar também é uma forma de comunicação, ou seja, se você está ignorando alguém, por qualquer motivo, seja para não enfrentar uma situação, seja propositalmente, essa atitude por si só já está enviando uma mensagem, a qual muitas vezes, é mais dolorosa, do que o ato de se comunicar de forma direta. Outro ponto importante: a comunicação verbal, realizada por meio de palavras, é uma pequena parte de um processo de comunicação bem mais amplo. E por isso é preciso ainda mais cuidado ao lidar com formas de comunicação onde os sinais não-verbais são restritos, como quando enviamos um email, um whatsapp ou outro tipo de mensagem instantânea, as quais, em diversos momentos, geram mal-entendidos ou interpretações erradas naquele que lê, e isso acontece por ‘’n’’ motivos. 
Toda mensagem que emitimos possui, além de conteúdo, sentimentos os quais geralmente são expressos por meio de sinais não-verbais como a linguagem corporal, gestos, expressão facial, tom de voz, inflexão e volume de voz, entre outros. É por isso que, algumas vezes não conseguimos acreditar totalmente nas palavras de uma pessoa. Quantas vezes alguém nos elogia, mas algo nos faz sentir que aquele elogio não é totalmente verdadeiro? Isso ocorre porque ao ouvirmos as ‘’palavras’’, podem existir outros elementos mais fortes que não nos permite acreditar nelas, e esses podem ser tanto elementos ligados a nossas experiências do passado, pensamentos, sentimentos, crenças bem como também a sinais não-verbais, que podem ser muito mais fortes do que simplesmente, palavras.

Sálua Omais é psicóloga e professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), tendo sido a 1º profissional a implantar, no estado de Mato Grosso do Sul, a disciplina de Felicidade & Inteligência Emocional como parte da grade acadêmicaPossui Mestrado em Psicologia da Saúde e Saúde Mental, Master Coach e Master Trainer em Psicologia Positiva pela European Positive Psychology Academy, Educadora Certificada pela Positive Discipline Association (USA), Trainer em Neurossemântica e Programação Neurolinguística pela International Society of Neurossemantics (USA). É autora dos livros "Jogos de Azar" (Ed. Juruá/2008) e "Manual de Psicologia Positiva" (Ed. Qualitymark/2018). 



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domingo, 31 de março de 2019

INSEGURANÇA: O GRANDE DESAFIO DE CONFIAR EM SI

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Uma sensação que pode aparecer de diversas formas, desde uma simples timidez até um sentimento de não-aceitação social ou o medo de não ser aprovado por alguém. A insegurança não deixa de ser uma forma de medo, tornando-nos mais prudentes e cautelosos. No entanto, a prudência excessiva pode levar a pessoa a se sentir insegura a maior parte do tempo. 

É claro que todos nós somos afetados de alguma forma, pelos acontecimentos da vida. Fatos negativos ficam registrados na memória humana, e o cérebro, ao relembrar tais eventos, manda um alerta para o corpo, como se aquilo fosse acontecer novamente. É uma “desregulação”, onde a mente prevê que fatos ruins sempre irão se repetir da mesma forma, quando na verdade isso nem sempre acontece. Traições ou rejeições, fazem com que a pessoa se sinta mal no momento, e, se ela não souber elaborar esses sentimentos, isso afetará sua autoestima e sua autoconfiança, tornando-a insegura de si e de suas capacidades, a ponto dela não querer mais se arriscar a fazer algo novo, com medo de ser rejeitada novamente. 

A insegurança também acontece em situações sociais, como festas, reuniões familiares, entrevistas e datas. O medo de ser julgado por alguém, pode levar a pessoa a se sentir ansiosa e apreensiva. Isso faz com que muitos acabem fugindo ou evitando situações sociais, ou então, quando decidem enfrentar esses momentos, sentem-se constrangidos e extremamente desconfortáveis. Fracasso, rejeição, solidão, crenças negativas sobre si mesmo e experiências do passado, como na infância e na adolescência, muitas vezes são carregadas por toda a vida, e podem alimentar o senso de não pertencer, não se sentir importante ou interessante, ou simplesmente não ser bom o suficiente. 

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Ser excluído ou censurado por um grupo de amigos, ter pais extremamente críticos, e ríspidos, que depreciam ou pressionam o jovem para que seja bem-sucedido, alimentam a insegurança no futuro. É importante lembrar que pessoas que costumam julgar, muitas vezes podem estar encobrindo suas próprias inseguranças, ao tentar diminuir o outro, valorizando atributos superficiais em vez de valores mais profundos como caráter e integridade, por exemplo. A insegurança traz problemas à saúde física também. Estar o tempo todo preocupado, tenso, angustiado, pode levar a pessoa a um estado de cansaço crônico, a mais ansiedade, distúrbios alimentares, depressão, problemas gastrointestinais, entre outros. 

Pessoas inseguras muitas vezes não conseguem ser elas mesmas, demonstrar uma personalidade própria ou autêntica. Isso afasta a pessoa do contato social, e pior, pode fazer com que pessoas extremamente talentosas, nunca sejam descobertas, simplesmente pelo medo de se expressar ou de mostrar suas habilidades. O perfeccionismo é uma das fontes da insegurança. Buscar padrões altos demais, tanto na beleza, como nos estudos, nos relacionamentos ou no trabalho, pode acabar levando a pessoa a não conseguir nada no final. Nem tudo na vida está sob o nosso controle, e pode ser que nem todas as pessoas gostem do nosso jeito de ser, simplesmente por não gostarem, e não pelo fato de estarmos fazendo algo errado. Culpar-se demais, pode levar a mais insegurança ainda. A culpa é um sentimento que deveria nos levar a algum aprendizado, e não à autodestruição. 

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A insegurança também pode ser um sinal que o cérebro nos dá de que não estamos preparados para algo. Sem dedicação e esforço, fica mais difícil fortalecer a autoconfiança. Todos nós temos um “eu crítico” que pode ser muito forte. Para regulá-lo, é preciso buscar lembrar com mais frequência experiências positivas, em que tivemos sucesso em algo, ao invés de manter o foco nas experiências de fracasso, usando-as apenas como uma ponte para aprender aquilo que antes não sabíamos. E por último, às vezes é preciso seguir o famoso bordão: “Se estiver com medo, vai com medo mesmo”. Pode ser que o “monstro” não seja tão grande assim, e por isso, ter a coragem de enfrentar situações que lhe deixa nervoso, ainda é a melhor maneira de domar a fera do medo e a insegurança.

Sálua Omais é psicóloga e professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), tendo sido a 1º profissional a implantar, no estado de Mato Grosso do Sul, a disciplina de Felicidade & Inteligência Emocional como parte da grade acadêmicaPossui Mestrado em Psicologia da Saúde e Saúde Mental, Master Coach e Master Trainer em Psicologia Positiva pela European Positive Psychology Academy, Educadora Certificada pela Positive Discipline Association (USA), Trainer em Neurossemântica e Programação Neurolinguística pela International Society of Neurossemantics (USA). É autora dos livros "Jogos de Azar" (Ed. Juruá/2008) e "Manual de Psicologia Positiva" (Ed. Qualitymark/2018). 



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quarta-feira, 20 de março de 2019

VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS - UM PROBLEMA DE TODA A SOCIEDADE



Todas as vezes que se instala uma onda de violência, a primeira coisa que as escolas buscam melhorar: o sistema de segurança, instalação de câmeras, treinamento de emergência aos alunos, entre outros. Mas a pergunta que fica é: o que faz com que uma criança entre em sua escola com a intenção de prejudicar as pessoas lá dentro? Nas escolas aprendemos a ler, a fazer cálculos, a conhecer nossa história, mas não aprendemos a ler nossas angústias, a lidar com nossos impulsos mais primitivos, e também a lidar com o medo, a raiva, e com o sentimento de frustração de nem sempre ter aquilo que queremos, ou de receber um não, situação essas que muitos adolescentes não sabem processar muito bem.

Aliar a Psicologia à Educação, é criar um laço forte para um processo educacional muito mais holístico e completo, que envolve emoção e cognição simultaneamente. Da mesma forma que nosso cérebro possui um lado envolvido em processos de raciocínio e lógica, e outro envolvido no processo emocional e instintivo, que se complementam o tempo todo, o processo educacional também precisa integrar a educação emocional em sala de aula, de forma profissional e não amadora, com a intenção de preparar seres humanos para a vida. Algumas escolas se utilizam de palestras uma ou duas vezes ao ano para falar sobre temas ligados à emoções e comportamento. Mas será que uma ou duas horas somente serão suficientes para educar alguém emocionalmente? Jamais. É preciso um programa continuado, um trabalho de longo prazo, com frequência, assim como qualquer outro treinamento ou curso técnico. Profissionais psicólogos, treinamentos frequentes sobre saúde emocional, leituras, redes de apoio, dinâmicas, atividades, orientações específicas e profissionais especializados podem ajudar a identificar crianças em risco de violência escolar e educar os professores e as crianças sobre como lidar com esse tipo de comportamento.

Alguns podem achar que esse vai ser um fardo a mais para os professores. Mas não, a missão é para profissionais habilitados que possam treiná-los para isso. A Psicologia tem que deixar de ser vista pelas pessoas e instituições como um ‘’luxo’’, ou como uma profissão necessária somente em casos especiais, onde algum transtorno ou distúrbio já está instalado. Nas escolas hoje é imprescindível projetos e programas de treinamento para professores e equipes pedagógicas, que preencham dois objetivos básicos. O primeiro, é o de promover a saúde mental e emocional dos professores, afim de que eles saibam lidar com os desafios diários ligados à profissão. O segundo, para que eles possam, após assimilar esse conhecimento para si, disseminar o conteúdo em sala de aula de forma que possibilite o crescimento e amadurecimento dos alunos como seres humanos. As crianças devem aprender habilidades para se expressar positivamente e estratégias para resolver conflitos, por meio de grupos de discussões que falem sobre emoções e situações de vida. Uma criança que não está sozinha com seus problemas tem menos probabilidade de agir negativamente.

Outro público fundamental que precisa entrar nesse processo de educação emocional: os pais. Criar e educar filhos é um dos trabalhos mais difíceis do mundo. Os pais precisam ferramentas para lidar com a raiva, a depressão e os problemas sociais das crianças, compreender o comportamento dos filhos, aprender habilidades de comunicação positivas e como lidar com situações difíceis em casa, bem como orientações de como monitorar o uso das mídias, computadores e celulares afim de restringir o acesso a materiais negativos. Às vezes os pais são resistentes a se envolver porque temem que o problema de uma criança seja culpa deles. No entanto, o objetivo não é culpa-los, muito menos sobrecarregar escolas e professores, mas sim ensinar técnicas que possam ajudar crianças e adolescentes a se comportarem melhor no mundo de hoje.


Sálua Omais é psicóloga e professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), tendo sido a 1º profissional a implantar, no estado de Mato Grosso do Sul, a disciplina de Felicidade & Inteligência Emocional como parte da grade acadêmicaPossui Mestrado em Psicologia da Saúde e Saúde Mental, Master Coach e Master Trainer em Psicologia Positiva pela European Positive Psychology Academy, Educadora Certificada pela Positive Discipline Association (USA), Trainer em Neurossemântica e Programação Neurolinguística pela International Society of Neurossemantics (USA). É autora dos livros "Jogos de Azar" (Ed. Juruá/2008) e "Manual de Psicologia Positiva" (Ed. Qualitymark/2018). 



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sexta-feira, 15 de março de 2019

AUTORRESPONSABILIDADE – ASSUMINDO O CONTROLE DA PRÓPRIA VIDA


Atitude, integridade, respeito próprio e autonomia. A autorresponsabilidade surge quando uma pessoa tem em mente, de forma clara que, a maioria das coisas que lhe acontecem resultam de suas próprias ações, o que faz com que elas despendam um esforço próprio para garantir que suas necessidades sejam atendidas ao invés de pedir que algo ou alguém as realize. São aqueles indivíduos que assumem o controle da situação em vez de manipular os outros com suas frustrações ou desejos não atendidos, culpando forças externas como pessoas, grupos, instituições, ou até mesmo a sorte ou o destino pela sua situação. É uma atitude que, ao contrário do que muitos pensam, traz uma paz interna muito grande, tendo em vista que o indivíduo tira a responsabilidade das mãos dos outros, e a assume para si, deixando a passividade de lado, e tornando-se um ser humano mais ativo e independente. 

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A autorresponsabilidade estimula a iniciativa e a coragem. Isso faz com que a pessoa enxergue as coisas por meio de uma dimensão maior, buscando ampliar o seu conhecimento afim de visualizar perspectivas diferentes da vida e dos problemas, ao invés de olhar apenas para as circunstâncias imediatas, as quais apenas limitam o pensamento e o comportamento humano. 

Pessoas com um senso maior de responsabilidade não vivem apenas de trabalho e rotina, mas sabem se divertir e viver a vida, compartilhando momentos e emoções com aqueles ao seu redor. A diferença é que elas sabem o momento certo para cada atividade, e se sentem responsáveis não apenas por aquilo que fazem, como também por aquilo que sentem, por suas próprias emoções, sabendo usá-las no momento certo, na dose certa e com as pessoas certas. Ao invés de culpar pais ou familiares por seus problemas, compreendem que eles fizeram o melhor que estava ao seu alcance, diante das circunstâncias possíveis, tanto do ponto de vista financeiro quanto emocional e profissional. 

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Assumir a responsabilidade pelo próprio destino, e deixar de esperar que outros o façam, torna as pessoas mais comprometidas e motivadas para agir, para enfrentar e resolver problemas de um jeito mais flexível, ao invés de se manter rígido ou apelar para comportamentos autodestrutivos. São pessoas que se adaptam e acabam aceitando as limitações dos outros, e por isso, ao invés de ficarem reclamando, elas tomam a iniciativa e resolvem o problema logo de uma vez. A autorresponsabilidade não exige que o indivíduo seja alguém perfeito, mas pelo contrário, é justamente por entender e aceitar a sua imperfeição, é que eles agem sem medo e sem ficar esperando o momento certo para fazer algo. O importante, é começar, ao invés de ficar parado.

 Sálua Omais é psicóloga e professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), tendo sido a 1º profissional a implantar, no estado de Mato Grosso do Sul, a disciplina de Felicidade & Inteligência Emocional como parte da grade acadêmicaPossui Mestrado em Psicologia da Saúde e Saúde Mental, Master Coach e Master Trainer em Psicologia Positiva pela European Positive Psychology Academy, Educadora Certificada pela Positive Discipline Association (USA), Trainer em Neurossemântica e Programação Neurolinguística pela International Society of Neurossemantics (USA). É autora dos livros "Jogos de Azar" (Ed. Juruá/2008) e "Manual de Psicologia Positiva" (Ed. Qualitymark/2018). 



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sábado, 9 de março de 2019

OS BENEFÍCIOS DA CORRIDA PARA A MENTE

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Falar dos benefícios das atividades físicas já se tornou um clichê, pois todos sabemos o quanto a saúde tem a ganhar com isso. No entanto, nos últimos anos, temos observado um crescimento do número de pessoas apaixonadas pela corrida e de participantes de maratonas, que até algum tempo atrás era algo mais voltado para atletas. Existe sim algo especial na corrida, além de emagrecer, que faz com que ela seja o esporte de escolha de tantas pessoas. Os benefícios gerados pela corrida para a saúde mental, especificamente, ultrapassam os efeitos dos hormônios do bem-estar gerados pela atividade física tradicional, que geram a sensação de euforia, de felicidade e bem-estar.

Um dos maiores benefícios da corrida é o alívio do estresse, fazendo com que a tensão pelos problemas da vida se percam pelo caminho. A corrida, por ser uma atividade intensa, que exige muita energia e foco, faz com que deixemos os problemas em segundo plano, além de ser também uma forma de extravasar a agressividade e raiva. Pesquisas já chegaram à conclusão que o treinamento aeróbico acaba criando no indivíduo um processo que aumenta o nível de resiliência ao estresse, a curto e longo prazo. Uma das razões para isso acontecer, é que o exercício aeróbico aumenta os níveis de neurotransmissores, como a serotonina e a norepinefrina, e faz com que o cérebro gere novos neurônios, melhorando a qualidade do sono, o humor e a capacidade de concentração. A corrida repercute diretamente no funcionamento psicológico e na saúde emocional. Correr cria um senso de confiança, de força e muita resistência psíquica, pois o corredor se coloca diante de um desafio, que ele mesmo se supera a cada minuto, a cada quilômetro percorrido. Ao contrário de somente falar “eu consigo”, ele prova para si mesmo que consegue por meio de metas concretas de superação, e agindo constantemente contra a vontade tentadora de desistir pelo cansaço. Proporciona uma sensação de poder e liberdade, que repercutem na autoestima e na autoimagem. 

A corrida tem sido prescrita por profissionais da área da saúde como uma alternativa para tratar a depressão clínica e vícios em geral (álcool, drogas, compulsões, entre outros). Menos tensão, menos depressão, menos cansaço e menos confusão são apenas algumas das mudanças que podem acontecer após o início de um programa regular de corrida. Correr dá algo para as pessoas concentrarem, permitindo que vejam algo além de seu estado deprimido ou vício. 

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Correr pode ajudar a treinar a mente da mesma forma que treinar o corpo. Tanto a corrida de alta intensidade, quanto a corrida aeróbica de baixo impacto podem melhorar as habilidades de aprendizado, sendo fortemente associados às funções cognitivas do cérebro, como a memória por exemplo. Novas ideias brotam, soluções para problemas antigos, e um revigoramento do corpo e da mente para a rotina da vida e do trabalho. A atividade física intensa é um estímulo também à criatividade e um antídoto para a procrastinação, principalmente aquela procrastinação onde deixamos as coisas para fazer “depois” porque estamos com preguiça, ou não estamos afim de fazer porque é “chato”. Aprende-se a desenvolver foco e determinação para superar obstáculos e fadiga. 

Outro ponto interessante, é que o corredor passa a ter uma nova forma de olhar para os problemas, sejam eles grandes ou pequenos, criando mais coragem e recursos para enfrentá-los e superá-los. E o mais interessante de tudo isso é quando o indivíduo consegue perceber quando a força física e a força emocional se tornam uma coisa só, chegando à conclusão de que a vontade e a força que fazem com que o corpo passe por corridas longas acaba gerando a força necessária em outras áreas da vida, e vice-versa.

Sálua Omais é psicóloga e professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), tendo sido a 1º profissional a implantar, no estado de Mato Grosso do Sul, a disciplina de Felicidade & Inteligência Emocional como parte da grade acadêmicaPossui Mestrado em Psicologia da Saúde e Saúde Mental, Master Coach e Master Trainer em Psicologia Positiva pela European Positive Psychology Academy, Educadora Certificada pela Positive Discipline Association (USA), Trainer em Neurossemântica e Programação Neurolinguística pela International Society of Neurossemantics (USA). É autora dos livros "Jogos de Azar" (Ed. Juruá/2008) e "Manual de Psicologia Positiva" (Ed. Qualitymark/2018). 



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sexta-feira, 1 de março de 2019

AUTOCONTROLE: APRENDENDO A GERENCIAR IMPULSOS E EMOÇÕES

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Ter o controle sobre si e sobre as próprias emoções e sentimentos, é uma habilidade necessária e indispensável para o bem-estar emocional e relacionamentos sociais de modo geral. Pessoas que deixam-se governar por impulsos do momento, acabam perdendo o foco e o domínio sobre situações rotineiras da vida. Comportamentalmente, a autorregulação é a capacidade de agir buscando algo melhor a longo prazo, alinhando-se com aqueles valores mais importantes, mesmo contrariando a emoção do momento. É a capacidade de se acalmar, quando estamos com raiva, ou então, de encontrar algo que nos motive ou alegre, quando estamos chateados. 

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As emoções movem e motivam o comportamento humano. Eles nos energizam enviando sinais químicos aos músculos e órgãos do corpo, preparando para a ação, ou, em outros casos, simplesmente nos deixam paralisados. Emoções podem ser sutis ou intensas, conscientes ou inconscientes, porém, elas geralmente geram três tipos básicos de comportamento no ser humano: evitação, atração ou ataque. As emoções que geram a aproximação, são emoções geralmente positivas, que despertam na pessoa a vontade de obter mais de algo, experimentar mais, descobrir mais, aprender mais ou apreciar mais. Alguns tipos comuns de emoções de atração são o interesse, a compaixão, a confiança e o amor, e os comportamentos mais comuns nesse caso são aprender, encorajar, relacionar, negociar, cooperar, agradar, influenciar, orientar, estabelecer limites e proteger. Já a evitação e o ataque, geralmente são reações ligadas a emoções negativas. Na evitação, a pessoa busca se afastar de algo que a incomoda, que causa dor ou esforço demais, ou que a ameaça de alguma forma, e os comportamentos mais comuns são ignorar, rejeitar, desviar o olhar, dispensar, ou simplesmente fugir e adiar compromissos ou ações para depois. 

E, finalmente, a reação de ataque, é aquela que gera os comportamentos mais agressivos e destrutivos do ser humano, como desvalorizar alguém, insultar, criticar, agredir, prejudicar, coagir, dominar, incapacitar ou destruir. As emoções ligadas a esses comportamentos são a raiva, o ódio, o desprezo e também, a insegurança, que são característicos de indivíduos manipuladores, dominadores, ameaçadores, intimidadores, e abusivos. É importante lembrar que o autocontrole não é uma qualidade necessária somente para evitar a agressividade, mas também para evitar que tais emoções não acabem sendo descarregadas em outros objetos ou situações, como na alimentação, nas compras, na bebida, etc.



A autorregulação, ou autocontrole, fica mais difícil de ser desenvolvida quando a pessoa está focada nos sentimentos, justamente pelo fato de que muitas vezes, emoções e sentimentos são ampliados, exagerados ou distorcidos, dependendo da situação. Uma pessoa governada somente pela emoção, pode estar mais vulnerável a compulsões e vícios em geral. Daí a importância dos valores, sejam eles pessoais, familiares, culturais, sociais, éticos ou morais. São os valores que guiam, fortalecem e ajudam o ser humano a controlar seus impulsos mais primitivos, fazendo com que a pessoa tenha mais autonomia, mais direcionamento e mais responsabilidade sobre seus atos.

Sálua Omais é psicóloga e professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), tendo sido a 1º profissional a implantar, no estado de Mato Grosso do Sul, a disciplina de Felicidade & Inteligência Emocional como parte da grade acadêmicaPossui Mestrado em Psicologia da Saúde e Saúde Mental, Master Coach e Master Trainer em Psicologia Positiva pela European Positive Psychology Academy, Educadora Certificada pela Positive Discipline Association (USA), Trainer em Neurossemântica e Programação Neurolinguística pela International Society of Neurossemantics (USA). É autora dos livros "Jogos de Azar" (Ed. Juruá/2008) e "Manual de Psicologia Positiva" (Ed. Qualitymark/2018). 



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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

COMUNICAÇÃO NÃO-VIOLENTA


A palavra violência é sempre um termo forte, associado a agressões, na maioria das vezes, física. No entanto, a violência verbal e psicológica também fere e causa danos, que podem ou não ser sanados ao longo do tempo. A violência aparece frequentemente dentro de nossa comunicação diária, não necessariamente por meio de xingamentos, gritarias ou grosserias, mas também por meio da frieza, da crítica, do julgamento, das avaliações e dos rótulos que nos colocam. Constantemente estamos julgando, exigindo, culpando, acusando, ridicularizando e até ameaçando pessoas ao nosso redor. Falar e pensar dessa maneira muitas vezes leva a feridas internas, que, por sua vez, evoluem para a raiva ou a própria violência, seja ela física ou verbal. Infelizmente, muitas culturas do mundo ensinam esses métodos "violentos" de comunicação como normais e úteis, e com isso, alguns acabam se fechando ou isolando, para não se expor a um diálogo desconfortável e doloroso, com determinadas pessoas. 

A comunicação não-violenta foi um termo trazido há anos atrás, como forma de facilitar o processo de comunicação, sobretudo em situações de conflito e de negociação, tanto em ambientes comuns, como no trabalho, como entre povos, culturas e nações em conflito, buscando assim facilitar as relações internacionais, afim de se chegar a um ponto em comum entre as partes. Hoje, a comunicação não-violenta tem se estendido a ambientes macros, como na política, em empresas, na área educacional, como em ambientes micros, como relacionamentos pessoais e familiares. Pessoas que praticam esse processo descobrem seu impacto transformador melhorando a produtividade no local de trabalho, transformando a raiva e a dor emocional, aprimorando o próprio desenvolvimento e crescimento pessoal. Esse processo está focado em dois aspectos da comunicação: a expressão honesta e autêntica, de forma a inspirar a compaixão e empatia, em um processo de ouvir com compaixão. 

A CNV é baseada na ideia de que os humanos são naturalmente compassivos, enquanto a violência (psicológica e física) é aprendida através da cultura, supondo assim que o comportamento humano deriva de tentativas de atender a um pequeno conjunto de necessidades humanas, e, por isso, a maioria dos conflitos entre pessoas surge da falta de comunicação clara e autêntica sobre essas necessidades. O raciocínio é que, a partir da empatia e da compreensão mútua, os participantes serão capazes de encontrar maneiras de satisfazer suas necessidades sem comprometer o seu adversário. Além disso, existem muitas falhas dentro de nossa comunicação, e, nem sempre aquilo que ouvimos do outro, é exatamente o que ele estava tentando nos transmitir. A CNV defende que, para cultivar uma compreensão mais profunda um do outro, as partes devem se expressar em termos objetivos e neutros, preferindo observações factuais sobre sentimentos e necessidades, e não em termos de julgamento, como bom ou ruim, certo ou errado. A partir disso então, as pessoas podem solicitar de forma clara e concreta seus desejos e pedidos. 


Os conceitos e ferramentas da comunicação não-violenta são projetados para ajudar o indivíduo a pensar, ouvir e falar de maneiras que despertem a compaixão e a generosidade ao invés de se utilizar de provocações e gestos que despertem a ira e a revolta, elementos esses que dificultam profundamente a solução de um conflito. Por meio desse processo, procura-se assegurar que as pessoas ajam por motivações que não sejam o medo, a obrigação ou a culpa, mas sim pela escuta atenta e paciente, e, sobretudo, pela compreensão das necessidades do outro, em uma construção mútua que seja mais empática e humana.


Sálua Omais é psicóloga e professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), tendo sido a 1º profissional a implantar, no estado de Mato Grosso do Sul, a disciplina de Felicidade & Inteligência Emocional como parte da grade acadêmicaPossui Mestrado em Psicologia da Saúde e Saúde Mental, Master Coach e Master Trainer em Psicologia Positiva pela European Positive Psychology Academy, Educadora Certificada pela Positive Discipline Association (USA), Trainer em Neurossemântica e Programação Neurolinguística pela International Society of Neurossemantics (USA). É autora dos livros "Jogos de Azar" (Ed. Juruá/2008) e "Manual de Psicologia Positiva" (Ed. Qualitymark/2018). 



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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

MINDFULNESS: A IMPORTÂNCIA DE ESTAR PRESENTE A CADA MOMENTO

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A correria do dia a dia faz com que as pessoas estejam a maior parte do tempo no “piloto automático”, e por essa razão, muitos acabam perdendo de vis­ta os sabores da vida, e detalhes de tudo aquilo que os rodeia, incluindo aí, a alegria de vivenciar momentos, desde os mais simples, até os mais especiais. Quantas vezes durante o dia, comemos sem saborear os alimentos, ou pior do que isso, não conseguimos nem mesmo nos atentar à quantidade de comida que ingerimos, so­bretudo se estivermos distraídos assistindo a televisão ou checando mensagens no celular. 

Ao conversar com pessoas em casa, ou no trabalho, raramente esta­mos 100% presentes. A maioria das vezes em que estamos conversando com alguém, nossa mente já está pensando na próxima coisa a fazer, ou, em vez de ouvir ao outro atentamente, estamos pensando na próxima palavra que devemos falar. Aliás, ouvir é algo cada vez mais raro, e, não ter a fala interrompida pelos outros é mais raro ainda! Essa impaciência, junto com a ansiedade crônica, pode vir a ser uma das causas de conflitos e da insatisfação dentro dos relacionamentos familiares e sociais, de modo geral. 

Um termo que tem sido muito disseminado nos dias de hoje, para que as pessoas “desacelerem” o pensamento, é o mindfulness. Apesar de ser muitas vezes confundido, mindfulness não é uma espécie de meditação propriamente dita, apesar da meditação ser uma das formas ligadas ao tema, mas sim um estado mental, um estado de presença, um estado de abertura, sem julgamentos ou críticas. É uma prática que exige atenção e intencionalidade em realmente colocar o foco em si, no corpo e na mente, e, por isso, a atenção focada é uma das bases principais do mindfulness. É uma prática exploratória, de curiosidade, que busca perceber nosso mundo interno e externo de forma mais apurada. 

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Manter a atenção na experiência que se está vivenciando no momento em vez de ficar ruminando pensamentos antigos ou então ficar pensando na série de atividades que devem ser feitas no dia seguinte é uma forma de buscar acalmar a mente. As pessoas que conseguem entrar no estado de presença, e viver o momento presente literalmente, ao invés de viver constantemente no passado ou ficar apenas planejando o futuro, acabam tendo uma percepção mais detalhada dos acontecimentos, tendo sensações mais apu­radas, e sentindo e observando de forma melhor as coisas ao seu redor. Elas não se colocam em uma postura rígida quanto a si ou quanto aos outros, mas simplesmente são o que são, e se aceitam dessa forma. Sabem o que ingerir, como controlar o seu corpo e a sua mente, também. Elas sentem o que estão sentindo, sem ficar processando ou tentando enten­der; apenas sentem. São pessoas que apreciam o momento, se integram – e se entregam, também. 

Um dos elementos mais importantes do mindfulness é a aceitação, isto é, dar a permis­são a pensamentos, emoções e sentimentos, em vez de criar uma barreira e uma resistência a tudo isso, tentando não aceitar fatos ou eventos que aconteceram. A partir daí, fica mais fácil alcançar um estado de serenidade, equi­líbrio e curiosidade, e assumir o controle dos nossos pensamentos, ao invés de deixar que eles nos controlem, e alimentem cada vez mais o nível de críticas e avaliações, que teimamos deixamos a vida nos conduzir, no modo automático.

Sálua Omais é psicóloga e professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), tendo sido a 1º profissional a implantar, no estado de Mato Grosso do Sul, a disciplina de Felicidade & Inteligência Emocional como parte da grade acadêmicaPossui Mestrado em Psicologia da Saúde e Saúde Mental, Master Coach e Master Trainer em Psicologia Positiva pela European Positive Psychology Academy, Educadora Certificada pela Positive Discipline Association (USA), Trainer em Neurossemântica e Programação Neurolinguística pela International Society of Neurossemantics (USA). É autora dos livros "Jogos de Azar" (Ed. Juruá/2008) e "Manual de Psicologia Positiva" (Ed. Qualitymark/2018). 



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