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quarta-feira, 2 de julho de 2025

INSEGURANÇA: O GRANDE DESAFIO DE CONFIAR EM SI



Uma sensação que pode aparecer de diversas formas, desde uma simples timidez até um sentimento de não-aceitação social ou o medo de não ser aprovado por alguém. A insegurança não deixa de ser uma forma de medo, tornando-nos mais prudentes e cautelosos. No entanto, a prudência excessiva pode levar a pessoa a se sentir insegura a maior parte do tempo. 


É claro que todos nós somos afetados de alguma forma, pelos acontecimentos da vida. Fatos negativos ficam registrados na memória humana, e o cérebro, ao relembrar tais eventos, manda um alerta para o corpo, como se aquilo fosse acontecer novamente. É uma “desregulação”, onde a mente prevê que fatos ruins sempre irão se repetir da mesma forma, quando na verdade isso nem sempre acontece. Traições ou rejeições, fazem com que a pessoa se sinta mal no momento, e, se ela não souber elaborar esses sentimentos, isso afetará sua autoestima e sua autoconfiança, tornando-a insegura de si e de suas capacidades, a ponto dela não querer mais se arriscar a fazer algo novo, com medo de ser rejeitada novamente.   
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A insegurança também acontece em situações sociais, como festas, reuniões familiares, entrevistas e datas. O medo de ser julgado por alguém, pode levar a pessoa a se sentir ansiosa e apreensiva. Isso faz com que muitos acabem fugindo ou evitando situações sociais, ou então, quando decidem enfrentar esses momentos, sentem-se constrangidos e extremamente desconfortáveis. Fracasso, rejeição, solidão, crenças negativas sobre si mesmo e experiências do passado, como na infância e na adolescência, muitas vezes são carregadas por toda a vida, e podem alimentar o senso de não pertencer, não se sentir importante ou interessante, ou simplesmente não ser bom o suficiente. 

Ser excluído ou censurado por um grupo de amigos, ter pais extremamente críticos, e ríspidos, que depreciam ou pressionam o jovem para que seja bem-sucedido, alimentam a insegurança no futuro. É importante lembrar que pessoas que costumam julgar, muitas vezes podem estar encobrindo suas próprias inseguranças, ao tentar diminuir o outro, valorizando atributos superficiais em vez de valores mais profundos como caráter e integridade, por exemplo. A insegurança traz problemas à saúde física também. Estar o tempo todo preocupado, tenso, angustiado, pode levar a pessoa a um estado de cansaço crônico, a mais ansiedade, distúrbios alimentares, depressão, problemas gastrointestinais, entre outros. 

Pessoas inseguras muitas vezes não conseguem ser elas mesmas, demonstrar uma personalidade própria ou autêntica. Isso afasta a pessoa do contato social, e pior, pode fazer com que pessoas extremamente talentosas, nunca sejam descobertas, simplesmente pelo medo de se expressar ou de mostrar suas habilidades. O perfeccionismo é uma das fontes da insegurança. Buscar padrões altos demais, tanto na beleza, como nos estudos, nos relacionamentos ou no trabalho, pode acabar levando a pessoa a não conseguir nada no final. Nem tudo na vida está sob o nosso controle, e pode ser que nem todas as pessoas gostem do nosso jeito de ser, simplesmente por não gostarem, e não pelo fato de estarmos fazendo algo errado. Culpar-se demais, pode levar a mais insegurança ainda. A culpa é um sentimento que deveria nos levar a algum aprendizado, e não à autodestruição.

Por: Sálua Omais


Sálua Omais é psicóloga e ex-professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), tendo sido a 1º profissional a implantar, na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, a disciplina de Felicidade & Inteligência Emocional como parte da grade acadêmica. É pós-doutoranda em Psicologia pelo Instituto de Psiquiatria do HC -Faculdade de Medicina da USP, com doutorado em Psicologia (USP) com estágio doutoral realizado na Universidade de Cambridge (Inglaterra). É Mestre em Psicologia da Saúde e Saúde Mental, graduada em Odontologia, Direito e Psicologia e autora do livro “Jogos de Azar (2009), Manual de Psicologia Positiva (2018) e Happiness and Well-Being in Islam, Springer (2025). Já realizou diversas formações nacionais e internacionais em Psicologia Positiva, Disciplina Positiva, Criatividade e Inovação e já ministrou palestras e cursos no Brasil e no exterior, impactando a vida de mais de 5.000 pessoas. Ministra cursos e treinamentos na área de crescimento e desenvolvimento pessoal, liderança, relações interpessoais, comunicação assertiva, com ferramentas que ajudam a despertar e desenvolver potenciais, habilidades e competências pessoais.
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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

INTUIÇÃO – PODEMOS OU NÃO ACREDITAR NELA?

Durante muitos anos, e até mesmo nos dias de hoje, a intuição é vista como um fenômeno instintivo ou mesmo mágico. No entanto, o fato de ficarmos tão apegados em conhecimentos e evidencias racionais e acadêmicas, pode acabar nos fazendo perder uma habilidade muito importante, que para muitos podem ser meros palpites, mas que no fundo podem ser suposições formadas com base em experiência e conhecimentos acumulados ao longo da vida. O processo intuitivo tende a surgir de forma holística e rápida, e isso acontece em sua maioria, sem uma consciência do processo mental subjacente de informação. 
Os sentimentos instintivos têm seu valor na tomada de decisões sim, e às vezes até mais do que muitos imaginam. Muitos processos inconscientes operam não apenas nas atividades rotineiras, mas também na tomada de decisões complexas, e isso as vezes acontece sem o devido crédito. As pessoas normalmente citam critérios aparentemente racionais para suas ações e não divulgam as preferências subjetivas de sentimentos que surgem espontaneamente. A intuição pode ser um excelente local para iniciar o processo de tomada de decisão, antes de aplicar a lógica para se fazer uma escolha. Mas o equilíbrio entre os dois pode mudar com base na decisão em questão. As primeiras impressões que temos sobre algo são basicamente resultado do processamento inconsciente de muitas pistas que reunimos, mas ao mesmo tempo é importante que essas pistas estejam constantemente sujeitas a um questionamento interno.  
A Intuição é uma mistura de sensações e percepções, que podem influenciar positivamente a tomada de decisões. Mas a grande pergunta que fica em suspenso é: as pessoas devem mesmo confiar totalmente na intuição? E a margem de erro que existe sobre o que sentimos ou percebemos sobre algo ou alguém? O quanto isso que chamamos de intuição pode ou não estar misturado a estereótipos ou conceitos distorcidos sobre determinadas situações, experiências ou pessoas, sobre as quais foram criamos conclusões erradas, com base em informações equivocadas? Essa é a grande questão que é discutida, e que realmente pode levar o ser humano ao erro.  


No mundo de hoje, temos a vontade de controlar, de ter certezas para não tomar decisões erradas e assim evitar frustrações. E para isso queremos tentamos usar a racionalidade na maior parte do tempo, deixando os cinco sentidos um pouco de lado. Isso não é errado, porém, existem muitos conhecimentos que em determinados momentos não teremos acesso, por algum motivo, e é justamente aí que temos que recorrer ao processo intuitivo, às sensações e às impressões sobre determinada situação. Muitos de nós temos medo de agir sem conhecer conscientemente todos os motivos que nos propulsionam à essas ações, e isso realmente é um pouco angustiante para o ser humano. Nós não temos condições de ter um conhecimento completo a respeito de tudo. A intuição é um processo elevado, e requer mesmo uma certa prudência. Podemos errar? Sim, certamente podemos, mas lembrando que erros são oportunidades de aprendizado, e, desde que seja reparado de forma eficaz, pode ser uma forma de criar percepções e sensações novas, que servirão como um ciclo contínuo de renovação e aprimoramento da sabedoria intuitiva. . 



Sálua Omais é psicóloga e ex-professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), tendo sido a 1º profissional a implantar, na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, a disciplina de Felicidade & Inteligência Emocional como parte da grade acadêmica. É pós-doutoranda em Psicologia pelo Instituto de Psiquiatria do HC -Faculdade de Medicina da USP, com doutorado em Psicologia (USP) com estágio doutoral realizado na Universidade de Cambridge (Inglaterra). É Mestre em Psicologia da Saúde e Saúde Mental, graduada em Odontologia, Direito e Psicologia e autora do livro “Jogos de Azar (2009), Manual de Psicologia Positiva (2018) e Happiness and Well-Being in Islam, Springer (2025). Já realizou diversas formações nacionais e internacionais em Psicologia Positiva, Disciplina Positiva, Criatividade e Inovação e já ministrou palestras e cursos no Brasil e no exterior, impactando a vida de mais de 5.000 pessoas. Ministra cursos e treinamentos na área de crescimento e desenvolvimento pessoal, liderança, relações interpessoais, comunicação assertiva, com ferramentas que ajudam a despertar e desenvolver potenciais, habilidades e competências pessoais.
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