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quarta-feira, 15 de outubro de 2025

INDECISÃO E INSEGURANÇA – POR QUE AS PESSOAS TÊM TANTA DIFICULDADE DE TOMAR DECISÕES?


INDECISÃO – POR QUE AS PESSOAS TÊM TANTA DIFICULDADE EM DECIDIR? 

Com a globalização, a informação e a tecnologia, criou-se uma infinidade de opções de produtos e serviços, como no setor de alimentação, vestuário, saúde, estética, educação, trabalho, lazer, entre outros, inculcando nas pessoas cada vez mais a necessidade da escolha, da seletividade, e, sobretudo, da ação. O resultado é que isso tudo gera o impasse da escolha e uma dificuldade cada vez maior de tomar decisões, o que resulta na perda de oportunidades justamente pelo estado de paralisação e de inação do indivíduo. 

Uma razão comum para a indecisão é a necessidade de certeza - a necessidade de estar cem por cento certo de algo e de que não haverá riscos de dar errado ou de ter qualquer outro tipo de prejuízo, seja ele de tempo, de dinheiro, ou até emocional. Embora este desejo da certeza seja compreensível até certo ponto, ele pode se tornar uma obsessão irracional, desencadeando uma preocupação excessiva. Pode-se também atribuir a raiz da indecisão à falta de autoconfiança ou à baixa autoestima, e à incapacidade de lidar com a frustração. A falta de confiança acaba levando a pessoa a simplesmente não tomar nenhuma decisão e deixar o tempo passar. 

São diversos os fatores ligados à indecisão, desde fatores psíquicos, crenças internas, o medo, a insegurança, até fatores sociais. A indecisão frequente prejudica muitas áreas da vida de uma pessoa, e, apesar de muitos acharem normal, é necessário buscar uma forma mais duradoura de tratar e resolver essa questão, pois além da perda de oportunidades, os efeitos da indecisão podem repercutir nos relacionamentos afetivos, na carreira, e, sobretudo, na saúde física, em razão do estresse e da angústia gerados pela situação. 


As pessoas podem ser indecisas por várias razões, mas quando a incapacidade de tomar decisões se torna persistente, pode levar a experiências de vida negativas ou ser indicativo de um problema de saúde mental subjacente. A pessoa fica paralisada, fica procrastinando, não consegue agir e passa a sentir uma angústia profunda, a qual gera um estresse que vai terminar em algum comportamento negativo, o qual surge como uma forma de fugir do impasse, como por exemplo, comer demais, dormir demais, apelar para as bebidas ou para as compras, ou então se esforçar para lidar com o estresse interno, que por si só já impacta a saúde física. Diante de escolhas e opções múltiplas, a pessoa pode se sentir sobrecarregada, o que afeta ainda mais a sua capacidade de tomar decisões gerando uma bola de neve e mais frustração. 

Alguns estudos associam a indecisão a sintomas de depressão e a alguns transtornos de personalidade, à ansiedade e ao transtorno obsessivo-compulsivo. No entanto, apesar de algo comum, há poucas pesquisas sobre indecisão, justamente por ser algo que parece ser normal e rotineiro. O comportamento de uma pessoa indecisa pode ser o mais variado possível, como por exemplo, a percepção da decisão como algo "difícil", não saber como decidir, demorar muito para decidir, a incerteza antes e após a tomada da decisão, atrasar e evitar decisões ou deixar as decisões para os outros tomarem, mudar de decisão constantemente, preocupar-se excessivamente com os riscos e com o “dinheiro” que pode-se perder, ou então ficar se lamentando sobre as decisões tomadas, antes mesmo de ver os resultados. 

Outro ponto importante a ser lembrado com relação à dificuldade de decidir é o impacto negativo do perfeccionismo. O desejo em fazer as coisas com o máximo de perfeição, acaba gerando um excesso de preocupação e estresse. A necessidade de perfeição complica não apenas as decisões mais simples, como também deixa a pessoa insatisfeita e preocupada com a validade daquilo que ela fez, ou seja, fica no ar a famosa pergunta: “será que eu fiz a coisa certa?” ou, “será que eu devia ter escolhido outra coisa?”, perguntas essas que fazem as pessoas lembrarem as outras escolhas que foram deixadas de lado e ficar se remoendo. Muitas vezes é importante "confiar no próprio instinto" e também aprender a lidar com a frustração de uma decisão errada, pois nem tudo na vida vem com a garantia de “ser algo ótimo”, de “dar certo” ou de trazer um resultado 100% satisfatório, como gostaríamos.



Por: Sálua Omais 
Sálua Omais é psicóloga e ex-professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), tendo sido a 1º profissional a implantar, na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, a disciplina de Felicidade & Inteligência Emocional como parte da grade acadêmica. É pós-doutoranda em Psicologia pelo Instituto de Psiquiatria do HC -Faculdade de Medicina da USP, com doutorado em Psicologia (USP) com estágio doutoral realizado na Universidade de Cambridge (Inglaterra). É Mestre em Psicologia da Saúde e Saúde Mental, graduada em Odontologia, Direito e Psicologia e autora do livro “Jogos de Azar (2009), Manual de Psicologia Positiva (2018) e Happiness and Well-Being in Islam, Springer (2025). Já realizou diversas formações nacionais e internacionais em Psicologia Positiva, Disciplina Positiva, Criatividade e Inovação e já ministrou palestras e cursos no Brasil e no exterior, impactando a vida de mais de 5.000 pessoas. Ministra cursos e treinamentos na área de crescimento e desenvolvimento pessoal, liderança, relações interpessoais, comunicação assertiva, com ferramentas que ajudam a despertar e desenvolver potenciais, habilidades e competências pessoais.
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INTELIGÊNCIA EMOCIONAL – UMA COMPETÊNCIA ESSENCIAL NA VIDA E NO TRABALHO



A Inteligência Emocional é um campo que tem sido extensamente pesquisado nas últimas décadas, ganhando cada vez mais importância à medida que diversas pesquisas foram comprovando o quanto a capacidade de as pessoas perceberem, identificar e gerenciar emoções pode ser determinante para o sucesso pessoal e profissional. No campo profissional, em empresas e organizações, a inteligência emocional é um fator decisivo para o desempenho, motivação e produtividade. Compreender as pessoas, os elementos que as motivam, e como atrair a cooperação de um grupo, possibilita o desenvolvimento de habilidades necessárias para entender melhor, desenvolver a empatia e negociar, criando vínculos mais fortes que acabam contribuindo para um network mais amplo e diversificado. 
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A inteligência emocional envolve cinco categorias principais, ligadas a competências individuais e sociais. A primeira delas, é a autoconsciência, que nada mais é do que a capacidade da pessoa perceber e reconhecer suas próprias emoções, e os gatilhos ligados a elas. Para isso, é preciso que a pessoa tenha uma consciência emocional apurada, também ligada à autoconfiança, a qual gera uma satisfação com si próprio e com seus valores. A auto-regulação, é outro elemento incluído no rol da inteligência emocional, e representa a capacidade da pessoa regular o quanto ela ficará sob o domínio de determinada emoção e o seu nível de controle sobre ela. Essa capacidade está ligada ao autocontrole, à auto responsabilidade, à inovação e à capacidade de ser flexível de modo a se adaptar a mudanças facilmente. 
O terceiro componente da inteligência emocional, é a motivação, a qual está ligada diretamente ligada a uma forma de pensar mais positiva sobre a vida, baseada em atitudes positivas, que impulsionam a pessoa e dão mais energia para que ela alcance seus objetivos. Para isso, é necessário prática, esforço constante, comprometimento, iniciativa para correr em busca de oportunidades, e finalmente, é claro, muito otimismo, para poder resistir aos obstáculos e manter-se firme e persistente diante das adversidades. 
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A empatia, também está na lista das habilidades emocionais, e também sociais, tendo em vista que está ligada a capacidade em reconhecer os sentimentos e as emoções das outras pessoas, e, é a partir disso, que podemos controlar melhor os sinais que enviamos para o grupo no qual estamos inseridos. Na área profissional, por exemplo, é a empatia que nos ajuda a prestar serviços de melhor qualidade à sociedade, reconhecendo e atendendo às necessidades dos clientes, percebendo o que ainda precisar ser melhorado no atendimento, desenvolver melhor pessoas que precisam ser treinadas. Ela também ajuda a reforçar habilidades positivas, valorizar a diversidade cultural em sociedade, e perceber as relações de poder que muitas vezes existem dentro de um grupo, ou ainda, dentro da própria família. 
E, por fim, o último e um dos mais importantes elementos, intrinsecamente ligado à inteligência emocional: as habilidades sociais. Esse é um fator essencial para se obter sucesso na vida e na carreira, e está relacionado à habilidade de comunicação efetiva, de influenciar pessoas eficientemente e gerenciar conflitos, de criar uma liderança que inspira grupos e pessoas e que ao mesmo tempo fortaleça os laços sociais, abrindo espaço para que tarefas e funções sejam compartilhadas de forma eficiente, proporcionando um aumento na colaboração e na cooperação, gerando mais sinergia entre a equipe em torno de um objetivo que seja comum e de igual importância para todos, e não somente para alguns isoladamente.

Autora: Sálua Omais 
Sálua Omais é psicóloga e ex-professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), tendo sido a 1º profissional a implantar, na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, a disciplina de Felicidade & Inteligência Emocional como parte da grade acadêmica. É pós-doutoranda em Psicologia pelo Instituto de Psiquiatria do HC -Faculdade de Medicina da USP, com doutorado em Psicologia (USP) com estágio doutoral realizado na Universidade de Cambridge (Inglaterra). É Mestre em Psicologia da Saúde e Saúde Mental, graduada em Odontologia, Direito e Psicologia e autora do livro “Jogos de Azar (2009), Manual de Psicologia Positiva (2018) e Happiness and Well-Being in Islam, Springer (2025). Já realizou diversas formações nacionais e internacionais em Psicologia Positiva, Disciplina Positiva, Criatividade e Inovação e já ministrou palestras e cursos no Brasil e no exterior, impactando a vida de mais de 5.000 pessoas. Ministra cursos e treinamentos na área de crescimento e desenvolvimento pessoal, liderança, relações interpessoais, comunicação assertiva, com ferramentas que ajudam a despertar e desenvolver potenciais, habilidades e competências pessoais.
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